6 de maio de 2026

Os últimos dias têm sido cruéis com quem ainda guarda aquele ar de patriotismo contrabandeado do Paraguai. Aquela cruzada de amor fajuto à família e devoção patife a um deus inventado, fabricado para engabelar otário, estão se mostrando esvaziadas até mesmo para o maucaratismo profissional. Os dentes da hiena estão caindo, um a um.

Enquanto o chefe da teocracia miliciana parece uma ilha cercada de inquéritos, investigações e processos, o circo cria raízes e não tem mais como ser desarmado, os palhaços estão sendo desmascarados em frente ao estimado público. Bolsonaro tem mãos e pés enfiados no vaso sanitário em que se transformou a realidade brasileira atual. A obra é dele.

O ministro do Supremo Tribunal, indicado por Bolsonaro e alardeado como terrivelmente evangélico, André Mendonça, é desmontado mais uma vez ao tentar defender a horda fascista. Durante o julgamento do indulto cretino dado por Bolsonaro a Daniel Silveira, o operador de lavagem bolsonarista, levou uma invertida estupenda de Alexandre de Moraes. O fato se deu por pequenez jurídica do menino de recado do ex-capitão. Uma vergonha.

Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, o tenente-coronel da ativa Mauro Cesar Barbosa Cid e o ex-militar do Exército Ailton Barros, “um segundo irmão”, nas palavras do próprio chefe, preso na última quarta-feira (3), durante a Operação Venire da Polícia Federal, não só emporcalham as Forças Armadas, eles exibem motivos para se reconhecer a fedentina das elites brasileiras que defendem Bolsonaro.

“Eu, meu povo e a minha família sempre louvamos a Deus. É por isso que não podemos deixar de apoiar Jair Messias Bolsonaro”. Essas são as palavras do prefeito da pacata cidade de Guaramirim, em Santa Catarina, Luís Antônio Chiodini (PP), o décimo sexto a ir para a cadeia por corrupção, naquele estado. Todos bolsonaristas até a quinta geração. Todos terrivelmente evangélicos. Todos a favor da família.

A Câmara dos Deputados, aprovou o Projeto de Lei 1085/23, que institui obrigatoriedade de igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O placar foi uma lavada: 325 votos e favor, 36 contrários e 3 abstenções. Todos os 36 votos contrários ao PL são da ralé bolsonarista, inclusive mulheres. Veja a lista abaixo:

Adriana Ventura (Novo-SP)
Alberto Fraga (PL-DF)
André Fernandes (PL-CE)
Any Ortiz (Cidadania-RS)
Bia Kicis (PL-DF)
Bibo Nunes (PL-RS)
Capitão Alden (PL-BA)
Carla Zambelli (PL-SP)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Caroline de Toni (PL-SC)
Cb Gilberto Silva (PL-PB)
Chris Tonietto (PL-RJ)
Dani Cunha (União-RJ)
Deltan Dallagnol (Podemos-PR)
Dr. Jaziel (PL-CE)
EduardoBolsonaro (PL-SP)
Evair de Melo (PP-ES)
Filipe Martins (PL-TO)
General Girão (PL-RN)
Gilson Marques (Novo-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Junio Amaral (PL-MG)
Kim Kataguiri (União-SP)
Luiz Lima (PL-RJ)
Luiz P.O Bragança (PL-SP)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Marcio Alvino (PL-SP)
Mauricio Marcon (Podemos-RS)
Mauricio do Vôlei (PL-MG)
Ricardo Salles (PL-SP)
Rodolfo Nogueira (PL-MS)
Rosângela Moro (União-SP)
Sargento Fahur (PSD-PR)
Sgt. Gonçalves (PL-RN)
Silvia Waiãpi (PL-AP)

Imagem: Hugo Barreto/Metrópoles