7 de maio de 2026

Quando falamos dos casos de trabalho escravo no Brasil não pode causar estranheza os fatos que se dão em vários estados brasileiros. Abaixo um pouco do que acontece em alguns estados brasileiros onde parece não existir leis nem civilidade.

AÇÚCAR CARAVELAS
Após os casos no Rio Grande do Sul envolvendo vinícolas e uma empresa terceirizada mais uma empresa de produção agrícola deve ser responsabilizada pelo uso de mão de obra análoga à escravidão de trabalhadores contratados por empresa terceirizada. Desta vez foram resgatados 32 trabalhadores um canavial da zona rural de Pirangi (SP), no fim de janeiro, prestavam serviço para a Colombo Agroindústria S/A, que produz o açúcar refinado Caravelas, uma das empresas líderes do mercado no país. Os trabalhadores foram aliciados na região do triângulo mineiro, por representantes de uma empresa que presta serviço de capina e replante de mudas para uma fazenda que é fornecedora da gigante do ramo açucareiro.
Foto: Divulgação

RIO GRANDE DO SUL
O estado do Rio Grande do Sul conseguiu um registro não muito civilizatório. Com a operação que resgatou 207 trabalhadores de condições de trabalho análogo à escravidão na colheita de uvas, na cidade de Bento Gonçaves (RS), antes mesmo de fechar o segundo mês de 2023, o estado já bateu recorde de resgates com 208 nos meses de janeiro e fevereiro. Este número é praticamente o triplo dos resgates feitos em 2021, de 76. Em 2022, em relação ao ano anterior os resgates já foram mais do que dobro:156. O que mostra um crescimento assustador do trabalho escravo no Rio Grande do Sul.
Foto: MPT/RS

PREFEITURA DE JOINVILE
Um caso semelhante de precarização do trabalho envolve a prefeitura de Joinville, Santa Catarina. Cenas estarrecedoras foram flagradas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e região (Sinsej), que após denúncias comprovou a situação a que estão submetidos trabalhadores da empresa terceirizada Celso Kudla Empreiteiro Eireli, contratada para fazer obras na unidade de Bem-estar e Proteção Animal (canil) da prefeitura de Joinville. Os trabalhadores recebem “quentinhas” e são obrigados a almoçar no chão do canil. Os trabalhadores se espalham procurando latas e locais no chão para sentar e se alimentar. Outros, se abrigaram embaixo de um telhado improvisado ao lado da caçamba de lixo para poderem almoçar na sombra.
Foto: Sinsej/Divulgação

Fonte: site da Central Única dos Trabalhadores
Jornal Leia Sempre Brasil Ed. 153 p.03