Edir Macedo critica lema bolsonarista: ‘Não aprovo aquela teoria Deus, Pátria e Família’

O bispo evangélico Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, criticou o lema “Deus, Pátria e Família”, associado ao bolsonarismo, e defendeu que a ordem das prioridades deveria ser trocada.
“Eu não aprovo aquela teoria ‘Deus, pátria e família’ (…). Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais que queira ser”, disse o pastor.
Ele ainda questionou os fiéis presentes no culto, dizendo: “Se não houver família, vai haver pátria? (…) Impossível! Só vai haver pátria quando vier da família, que vem de Deus. Primeiro Deus, aí a família e todas as demais coisas”.
Diferente da postura adotada em 2022, em que apoiou a reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nestas eleições, a Igreja Universal se distanciou da disputa eleitoral e não declarou apoio a nenhum candidato à presidência.
Em 2022, o líder religioso chegou a declarar que “pautas apoiadas pela esquerda” são “incompatíveis com o pensamento evangélico” e conflitam com “princípios bíblicos”.
“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos”
Recentemente, o também pastor evangélico Silas Malafaia fez críticas aos filhos de Jair Bolsonaro em mensagens enviadas a aliados via aplicativo de mensagens. A informação é da colunista Malu Gaspar, do O Globo.
“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor.
Apesar de historicamente ser considerado um aliado da família Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia xingou integrantes do grupo de “bando de amadores babacas” e deixou claro que não interviria na permanência da família nos Estados Unidos.
“Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão”, disse. Em uma carta de teor golpista, Flávio dirigiu-se aos brasileiros, afirmando ser o “verdadeiro presidente eleito”, e não reconheceu o resultado do segundo turno das eleições. Posteriormente, ele editou a carta e se chamou de “líder do Brasil”.
fonte: jornal O Povo