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Estou disposto a mostrar quem é ladrão e corrupto, diz Lula sobre Flávio

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Com as ruas do Centro Histórico de São Luís, capital do Maranhão, completamente tomadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou mais uma caminhada nesta terça-feira (20). Em coletiva de imprensa e durante o percurso, Lula voltou a desafiar Flávio Bolsonaro (PL) a abrir o sigilo de dados e falou sobre seus planos para um quarto mandato.

“Estou disposto a fazer com que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão e corrupto neste país. Quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário e telefônico dele, pessoa física e jurídica. Vamos ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, disse Lula na coletiva.

Nesse momento, anunciou que seus advogados estavam apresentando requerimento ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, autorizando a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de parentes, mediante a exposição dos mesmos dados por Flávio Bolsonaro.

A quebra de sigilo também é tema de jingle tocado durante a caminhada: “Flávio, abre o sigilo — tem cobrança na rua; quem não deve, explica, põe a conta à luz; corrupção se investiga, sem privilégio; transparência é direito, não é sacrifício”, dizia a letra.

Virada no domingo

Ainda na coletiva, o presidente também salientou que sempre foi bem votado no Maranhão, agradeceu ao povo pelo apoio e ressaltou: “estou aqui para pedir um pouco mais de voto para que a gente possa fazer a virada necessária e ganhar as eleições”.

Outro assunto abordado pelo presidente foi a diferença de tratamento do estado durante os governos de esquerda e de direita. “Vocês conhecem a experiência de como é o Maranhão quando o governo é de um presidente do PT — seja Lula, seja Dilma — e como foi com (Jair) Bolsonaro e (Michel) Temer. Sabem do descaso de que o estado foi vítima no período deles e sabem o que construímos juntos. Se essa gente, que deveria estar presa, ganhar as eleições, vão parar todos os investimentos que temos no estado”, enfatizou.

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Lula também reforçou algumas de suas medidas mais recentes. Disse que nesta quarta-feira (21) sancionará a lei que estabelece o perdão das dívidas dos MEIs e o aumento do teto. “São quatro milhões de pessoas com dívida ativa na União; resolvemos anistiá-las para limparem seus nomes e assim poderem começar uma vida nova”, sublinhou.

O presidente também reafirmou que deverá enviar ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (21), Proposta de Emenda à Constituição que garante a gratuidade no transporte público aos finais de semana e feriados, destacando que será uma forma de os trabalhadores da nova escala 5×2 aproveitarem melhor os dias de folga.

Caminhada

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Foto: Ricardo Stuckert

Envolvido por um mar de gente, Lula percorreu algumas das principais ruas de São Luís após a coletiva. “Esta é a passeata daqueles que defendem a educação deste País, porque agora vai ter o Pé-de-Meia Universitário; ninguém mais vai deixar de estudar por falta de dinheiro”, disse, sobre uma picape, acompanhado de autoridades, lideranças políticas e da primeira-dama, Janja da Silva.

O presidente prosseguiu afirmando que “esta é a passeata daqueles que defendem o Bolsa Família, o Farmácia Popular e o SUS como um sistema de saúde importante para o povo. Esta é a passeata que vai garantir o futuro da juventude brasileira”, afirmou.

A fala de Lula faz um contraponto a algumas das principais políticas sociais que marcaram seus governos e que, sob Flávio Bolsonaro, correm o risco real de deixarem de existir ou serem reduzidas, em prejuízo, especialmente, da população mais pobre.

Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, que tem sido aventado por Flávio como seu ministro da Saúde caso vença as eleições, tem defendido maior participação do setor privado e declarou que não pretende investir mais no SUS. Casadas, as duas propostas podem resultar no sucateamento e na privatização do sistema, que é referência mundial em saúde pública e foi conquistado na Constituição de 1988.

Perto de terminar a caminhada, Lula voltou a defender as bandeiras educacionais como as bases para o País avançar: “Esta será a minha última campanha para presidente da República. E quero que esse mandato seja histórico; um mandato para que a gente possa universalizar o Pé-de-Meia para o ensino médio; criar o Pé-de-Meia para os estudantes universitários; continuar gerando emprego de qualidade e formando profissionais, porque, nos próximos quatro anos, o Brasil vai investir muito na indústria digital, na indústria verde e na indústria criativa”.

fonte: Portal Vermelho