Bets fizeram atendimento no SUS crescer 140% por conta de jogo patólogico, diz ministro da Saúde

O número de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) por conta de jogo patólogico cresceu 140% desde a legalização das bets no Brasil, em 2018.
Os ddos foram divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) neste sábado, 26, um dia após o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciar a proibição de apostas no País.
O mandatário, que atualmente é candidato a releeição, assinou uma Medida Provisória (MP) nessa sexta-feira, 25, que prevê o bloqueio de sites do tipo já a partir do dia 6 de outubro próximo.
Ato normativo também determina o período “de quatro a seis anos de prisão para quem explorar ou operar, por qualquer meio, apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira”.
A iniciativa tem repercutido fortemente no País e gerou a aprovação de parte dos brasileiros, mas também é alvo de críticas em meios como clubes de futebol e de influenciadores.
Ministro rebate críticas
Para rebater comentários negativos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, publicou um vídeo nas redes sociais mostrando o impacto que as bets têm causado na população brasileira.
“Tem uma minoria que é contra essa medida, e tem coisas que eles não vão te contar. Não vão te contar que, cada pessoa que entra em situação de perda de controle arrasta mais seis, o filho, a esposa, a mãe, o pai… dois a cada três apostadores de bets já estavam em situação de risco para a saúde. Um risco de sofrimento mental que é três vezes maior para quem tem vulnerabilidade econômica”, disse.
Padilha também pontuou que 12% das mulheres que nunca apostaram são afetadas indiretamente pelo jogo e que 65% das brasileiras que apostam “não procuram ajuda por vergonha”.
Na gravação, o ministro destacou o crescimento de 140% do número de atendimento no SUS por conta do “jogo patológico” desde que houve a liberação das bets, destacando que os custos gerais de impacto na saúde chegam a R$ 30 bilhões de reais por ano”.
“Não é qualquer um que teria coragem de tomar essa medida. Ela revela o compromisso de quando se coloca a vida na frente de qualquer interesse financeiro”, defendeu, por fim.