5 de agosto de 2026
Paisagem da Caatinga, bioma debatido em seminário nacional realizado no Crato

Imagem: Reprodução/Abrampa-Freepik

Evento de 5 a 7 de agosto reúne especialistas no Centro Cultural do Cariri para debater unidades de conservação, segurança hídrica e desmatamento.

O Crato recebe, de 5 a 7 de agosto, a quarta edição do seminário nacional sobre desafios e estratégias de proteção das Unidades de Conservação. O encontro ocorre no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo e coloca a Caatinga no centro dos debates sobre segurança hídrica, biodiversidade, regularização fundiária, fiscalização e financiamento das áreas protegidas.

A programação é promovida pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente e pelo Ministério Público do Ceará, com apoio da Fundação Grupo Boticário. Participam representantes do sistema de Justiça, órgãos ambientais, gestores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil. As inscrições e a programação completa estão disponíveis na página oficial do evento.

A abertura está marcada para esta quarta-feira, 5 de agosto, às 18h. A palestra principal será apresentada pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Na quinta-feira, cinco painéis abordarão a gestão das Unidades de Conservação da Caatinga e os instrumentos necessários para ampliar sua proteção efetiva.

Chapada do Araripe entra no debate nacional

A realização no Cariri aproxima a discussão da Chapada do Araripe, onde áreas protegidas, nascentes e remanescentes do bioma têm importância direta para o abastecimento, o clima e a economia regional. Entre os assuntos previstos estão combate ao desmatamento, criação de novas áreas, regularização de territórios, proteção da biodiversidade e políticas públicas para o semiárido.

De acordo com os organizadores, aproximadamente 9% da Caatinga está inserida em Unidades de Conservação e pouco mais de 2% conta com proteção integral. O bioma ocupa cerca de 11% do território brasileiro e abriga mais de 27 milhões de pessoas. Esses dados ajudam a dimensionar a distância entre a relevância ambiental da região e a área submetida aos regimes mais rigorosos de conservação.

O encontro termina no dia 7 com visita técnica a uma unidade de conservação do Cariri, atividade restrita a integrantes do Ministério Público e instituições parceiras. Para o público interessado, a participação nos debates deve seguir as condições do credenciamento oficial. A expectativa é que as discussões produzam instrumentos aplicáveis à gestão, ao financiamento e à fiscalização das áreas protegidas da Caatinga.

Com informações da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente

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