21 de julho de 2026
Edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Resolução atualizada disciplina ilícitos eleitorais, uso de recursos públicos, desinformação, inteligência artificial e fraude à cota de gênero.

Abuso de poder, fraude, compra de votos, gastos ilícitos e uso da estrutura pública em benefício de candidaturas estão entre as condutas que podem levar a sanções nas eleições de 2026. As regras foram consolidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral em resolução atualizada para o pleito.

A norma busca proteger a liberdade do voto e a igualdade da disputa. Ela alcança tanto ações diretas, como oferecer vantagem para obter voto, quanto estratégias aparentemente legais usadas para contornar a legislação.

Seis grupos de irregularidades

O TSE organiza os ilícitos em abuso de poder; fraude; corrupção eleitoral; arrecadação e gastos irregulares; captação ilícita de sufrágio; e condutas vedadas a agentes públicos. A resolução também trata de desinformação, inteligência artificial, fraude à cota de gênero e uso empresarial para interferir na escolha do eleitorado.

A Justiça Eleitoral pode adotar medidas urgentes para impedir que uma irregularidade comece, continue ou se repita. Para isso, deve haver elementos que indiquem a conduta proibida e risco de dano ao processo eleitoral.

Quem julga cada caso

As ações ligadas à Presidência são julgadas pelo TSE. Os tribunais regionais eleitorais analisam casos relacionados a governador, senador e deputados. Juízes eleitorais cuidam das disputas municipais.

As consequências variam conforme a infração e a responsabilidade comprovada. Podem incluir multa, cassação do registro ou diploma e inelegibilidade. Denúncia pública não substitui prova: a apuração deve preservar defesa, contraditório e competência da Justiça Eleitoral.

Para o cidadão, a principal orientação é registrar fatos com elementos verificáveis e usar os canais oficiais do Ministério Público Eleitoral ou da Justiça Eleitoral, evitando transformar suspeitas sem prova em acusação pública.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral

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