
China, um dos destinos dos produtos brasileiros. Foto: ApexBrasil
O aumento das exportações brasileiras para China, Europa e Índia superou com folga a queda das vendas para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026, segundo a ApexBrasil. A expansão para os três destinos somou US$ 16,1 bilhões, enquanto a redução no mercado norte-americano foi de cerca de US$ 2,6 bilhões.
Os dados refletem um esforço de diversificação iniciado após tarifas anteriores. A agência afirma que 72% das 2,4 mil empresas apoiadas e expostas ao mercado dos Estados Unidos conquistaram ao menos um novo destino entre junho de 2025 e maio de 2026.
Plano prevê R$ 130 milhões
A Apex anunciou um pacote de R$ 130 milhões, previsto para agosto, em parceria com 57 setores. União Europeia, países do Sudeste Asiático e economias da Ásia Central estão entre os mercados apontados como prioridade.
A compensação no total não significa que todas as empresas tenham recuperado perdas. Produtos, exigências sanitárias, logística e redes comerciais variam, e alguns setores precisam de mais tempo para encontrar compradores.
Também é preciso distinguir abertura de mercado de venda efetiva. Acesso regulatório cria oportunidade, mas competitividade depende de preço, qualidade, financiamento, transporte e promoção comercial.
Para o Brasil, diversificar reduz a vulnerabilidade a decisões unilaterais de um parceiro. O acompanhamento deve observar não apenas o valor exportado, mas a participação de produtos com maior valor agregado, os empregos envolvidos e a distribuição regional dos ganhos.
Com informações da Agência Gov