
Presidente Lula — Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma nova etapa na construção do programa de governo que servirá de base para a disputa presidencial de 2026. Por meio do Plano Participativo pelo Brasil, pelos Brasileiros, partidos aliados, fundações e representantes da sociedade civil elaboram propostas para um eventual mandato entre 2027 e 2030. Um dos principais diferenciais da iniciativa é a participação popular. Até 30 de junho, qualquer cidadão pode acessar a plataforma digital do Plano Participativo, cadastrar-se e enviar sugestões sobre áreas como economia, saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e inovação tecnológica.
Brasileiros têm até 30 de junho para enviar sugestões ao programa de Lula
A elaboração do programa de governo que servirá de base para a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 entrou em uma nova etapa. Por meio do Plano Participativo pelo Brasil, pelos Brasileiros, partidos aliados, fundações partidárias, especialistas e representantes da sociedade civil estão estruturando as propostas que deverão orientar um eventual quarto mandato do petista, entre 2027 e 2030.
O documento-base do projeto apresenta um diagnóstico crítico sobre os desafios econômicos e sociais do país e propõe um debate centrado na reconstrução da soberania nacional em diferentes dimensões: digital, energética, alimentar, tecnológica, geopolítica e de defesa. A ideia é formular diretrizes capazes de sustentar o crescimento econômico, reduzir desigualdades e ampliar a capacidade estratégica do Brasil diante das transformações globais.
A coordenação geral do plano está sob responsabilidade da Fundação Perseu Abramo (PT), tendo como coordenador o economista Sérgio Gabrielli. O processo reúne ainda a Fundação João Mangabeira (PSB), a Fundação Herbert Daniel (PV), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e a Fundação Maurício Grabois, ligada ao PCdoB.
Integrada diretamente ao núcleo político responsável pela redação final do documento, a Fundação Maurício Grabois tem defendido que o debate priorize a soberania nacional associada à reindustrialização do país, à valorização do trabalho e à promoção de um desenvolvimento econômico sustentado. O presidente da entidade, Walter Sorrentino, afirmou que o objetivo é construir um projeto nacional capaz de responder aos desafios contemporâneos sem abrir mão da inclusão social.
Para qualificar as discussões, o PCdoB instituiu um Grupo de Trabalho subordinado à Executiva Nacional do partido. Formado por pesquisadores e dirigentes, o colegiado organiza contribuições nos 13 eixos temáticos previstos pelo documento-base, sob acompanhamento da secretária nacional de Planejamento da legenda, Neide Freitas.
Mas o diferencial do processo é a tentativa de ampliar a participação popular na formulação das propostas. A plataforma digital do Plano Participativo está aberta para receber sugestões da população até o dia 30 de junho. Qualquer cidadão pode se cadastrar, acessar os eixos temáticos, apresentar propostas, comentar ideias já registradas e contribuir individualmente ou em nome de entidades, movimentos sociais, sindicatos, universidades e organizações da sociedade civil. As contribuições serão analisadas pelos grupos responsáveis pela elaboração do texto final.
Como participar
Os interessados devem acessar a plataforma do Plano Participativo pelo endereço https://planoparticipativobrasil.org.br/ realizar um cadastro simples e escolher os temas nos quais desejam contribuir.
Entre os eixos em debate estão economia, desenvolvimento regional, educação, saúde, segurança pública, meio ambiente, democracia, direitos sociais e inovação tecnológica. Após o encerramento do período de escuta, relatórios técnicos serão elaborados e incorporados ao processo de consolidação do programa de governo.
A iniciativa resgata o discurso da participação social como instrumento de formulação de políticas públicas e busca conferir legitimidade popular ao programa que será apresentado durante a disputa presidencial. Ao abrir espaço para sugestões da sociedade, a coordenação do projeto aposta na construção coletiva como elemento central da estratégia política de Lula para as eleições de 2026.