
Foto: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
Nada mais brasileiro do que um jogador de futebol com apelido. Então que tal uma dupla da seleção egípcia adotando os nomes de dois craques brasileiros? No último teste antes da Copa do Mundo, a seleção canarinho vai ter que enfrentar um Dunga e um Zico. Essa, sim, é uma verdadeira mistura do Brasil com o Egito.
Mostafa Mohamed Zaki Abdelraouf virou Mostafa Zico pela adoração ao camisa 10 brasileiro, campeão mundial pelo Flamengo e craque da seleção de 1982. O atacante tem 29 anos e nunca viu o Galinho jogar, nasceu alguns anos atrasado, mas conheceu o ídolo pela tecnologia. Até hoje, guarda no apelido uma lembrança do pai, que perdeu ainda na infância.
– Zico é meu modelo de jogador a seguir. Assisti aos vídeos dele, é o meu jogador favorito. Meu pai falava muito sobre ele, e eu assisti aos vídeos no YouTube – disse Mostafa ao ge há pouco mais de seis meses, quando ganhou fama no Brasil por defender o Pyramids justamente contra o Flamengo, na semifinal da Copa Intercontinental de Clubes.
O Pyramids não só tem o Zico africano, mas também revelou o Dunga egípcio. Mais precisamente Nabil Emad, que adicionou Dunga ao nome pela idolatria ao xerife da seleção brasileira. Nabil também é volante, nasceu em 1997 e era muito jovem quando o original se aposenteou, mas foi impactado pelo capitão do tetra.
Os dois, Dunga e Zico, ainda estão começando na seleção egípcia, mas vivem alta às vésperas da Copa do Mundo. Mostafa Zico fez 15 gols na temporada, ganhou dois títulos e estreou na seleção mostrando a estrela de um craque brasileiro: saiu do banco e fez o gol da vitória no amistoso contra a Rússia.
fnte: GE – esportes G1