
Texto assinado pelo jornalista Assislan de Paiva apresenta a Região do Cariri como um espaço marcado pela riqueza cultural, pela fé e pela diversidade econômica, destacando-se especialmente pela força de sua produção artística. Além das belezas naturais da Chapada do Araripe, o Cariri se projeta como um grande polo cultural, onde artistas e produtores transformam a região em um verdadeiro cartão-postal vivo. Nesta edição do jornal Leia Sempre Brasil destacamos através do artigo de Assislan de Paiva os principais espaços culturais de cidades como Juazeiro do Norte e Crato, como centros culturais, teatros, museus e novos equipamentos em implantação, que fomentam a arte e mantêm uma programação constante ao longo do ano.
Cariri: um canto cearense que encanta o mundo com seus palcos e fazeres culturais
Por Assislan de Paiva
Jornalista
Quando se fala do Cariri, vem logo a fotografia de uma região associada a diversas imagens grafadas na memória de seu povo, mas bem em particular pelos seus visitantes. Surge a fotografia da chapada do Araripe com seu verde e suas fontes permanentes, da fé de seu povo e de sua economia pungente e diversificada. É neste lugar que transita nomes que a história imortaliza e deles faz o suprassumo de efervescer um outro setor que assina o mais genuíno cartão postal; com sua amplidão, é na cultura e na produção artística que seus artistas e produtores rubricam, de forma única, o Cariri ao resto do mundo.
É neste contexto, com seu patrimônio cultural material e imaterial que as cidades dos Kariris levam e elevam o nome da região para o restante do mundo. Sendo mais preciso, afora os quintais, as oficinas, os terreiros, em encontros noturnos, as conversas cheias de criatividade nos bares, entre contos, suspiros poéticos e produções, que o Cariri vem de cortinas abertas apresentando tanta arte, diversificadamente em tantos artistas, cujas casas de espetáculos estão sempre lotadas deles. É nessa viagem que passamos por alguns lugares que na fusão de plateia e artista, acontece o enredo de vozes tão promovidas.
Começamos pelo o mais antigo deles, o Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil – CCBNB, um espaço que reúne os mais diversos ambientes entre galeria, biblioteca e teatro. Localizado no centro de Juazeiro do Norte, tem programação gratuita nas mais diversas vertentes artísticas funcionando de terça a sábado das 12h às 21h, servindo seus mais diversificados pratos da cultura local, regional e nacional. Tem sido um palco de grandes espetáculos, shows musicais, exposições, cinema e uma boa leitura entre um café ou uma sobremesa. Sugerimos também um tour no Centro Cultural Daniel Walker, antiga estação ferroviária.
Adiante, encontramos a fachada do Teatro Patativa do Assaré, localizado no SESC Juazeiro, assim como na cidade do Crato, os dois espaços tem sido referência com diversos projetos e programas atendendo suas plateias e fomentando a produção artística, seus artistas e sua cultura, fazendo na troca de experiência, a promoção desta indústria em desenvolvimento que emprega, entrete, diverte e ensina. Estes espaços estão sempre em movimento abrindo e fechando suas cortinas o ano inteiro, e como destaque temos a Mostra Cariri de Culturas.
Um passo à frente, temos o museu do Padre Cícero e logo bem próximo, entramos no contemporâneo arquitetônico Memorial de mesmo nome. Recentemente inaugurado, reúne um museu que conta a história do padre, seu acervo bibliográfico e um centro de convenções, que logo abrirá suas portas para também ser palco de apresentações artísticas, com luz e som adequados, os artistas serão os donos da casa. Porém é noutro espaço que será complementado o circuito juazeirense. É com este prédio histórico totalmente reformado que seus camarins prepararão os artistas. Com um teatro pequeno, mas aconchegante, o Teatro Municipal Marquise Branca em breve será inaugurado e será mais um lugar de entretenimento e efervescência cultural. Neste mesmo lugar também funcionará uma escola de arte, galeria para exposições e salas para oficinas e cursos. Segundo o secretário, Renato Wilamis, a casa será inaugurada em abril, estando quase tudo pronto para a reabertura.
Já no Crato, temos o museu recentemente reinaugurado, J. de Figueiredo, o Centro Cultural da REFFSA e o mais apoteótico deles; o Centro Cultural do Cariri. Um complexo com espaço para shows de grande porte, teatro, galerias, salas multiuso, piquenique, e um jardim, cuja poesia também é recitada. Neste circuito, está Barbalha com seu centro histórico, seus casarões, o parque da Cidade e bem logo adiante, Nova Olinda, Santana do Cariri, e outras tantas que de palcos plenos, abrem as cortinas para a vastidão, diversificação e pluralidade do artista caririense nas artes, sendo um palco só que o mundo pisa e se vislumbra o ano inteiro com seus queixos caídos e seus aplausos sinfônicos.