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O Ceará registrou mudanças no cenário da seca em fevereiro, com redução das áreas em situação mais severa e avanço em níveis intermediários, segundo o Monitor de Secas. O levantamento aponta uma redistribuição da intensidade do fenômeno no estado, com impactos diferentes entre as regiões.
De acordo com os dados, a área com seca extrema caiu de 23,5% para 13,79% do território estadual. Essa diferença de 9,71 pontos percentuais representa uma redução de cerca de 41% em relação ao índice anterior, indicando diminuição nas áreas mais críticas.
Por outro lado, a seca grave avançou de 20,48% para 30,2%. O aumento de 9,72 pontos percentuais equivale a um crescimento aproximado de 47,5%, o que mostra que, apesar do recuo da seca extrema, houve expansão das áreas com impacto significativo no Ceará.
Seca no Ceará apresenta redistribuição de intensidade em fevereiro
Ao todo, 36 municípios estão em condição de seca extrema, quadro associado a perdas significativas de culturas e pastagens, além da redução no volume de mananciais. Já a seca grave atinge 60 municípios, ampliando a preocupação com os efeitos prolongados da estiagem.
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o cenário é resultado de chuvas ainda irregulares neste início de ano, somadas ao período de escassez registrado no segundo semestre de 2025.
Monitor de Secas orienta ações no Ceará
O Monitor de Secas é uma ferramenta que acompanha, de forma contínua, a situação da estiagem no Brasil, com divulgação mensal de mapas que indicam a intensidade e a abrangência do fenômeno em cada estado.
A iniciativa é coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com apoio de instituições estaduais. No Ceará, a análise dos dados é realizada pela Funceme, que utiliza as informações como base para orientar decisões nas áreas de agricultura, recursos hídricos e políticas públicas.
Com informações do GCMAIS