
Foto: Vinícius Santa Rosa/Especial para o Metrópoles
O ex-ministro Ciro Gomes ainda não oficializou sua pré-candidatura ao Governo do Estado do Ceará, e o motivo pode estar nos números. Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Opinião, com 1.500 entrevistados, trouxe dados reveladores sobre a corrida eleitoral no estado.
O Obstáculo de Ciro: O Peso dos Apoios
De acordo com a análise, Ciro Gomes enfrenta dificuldades para superar o atual governador Elmano de Freitas quando este é associado a um forte arco de alianças. Os dados indicam que o desempenho de Elmano cresce significativamente quando seu nome é vinculado a figuras como:
O presidente Lula;
O ministro Camilo Santana;
O senador Cid Gomes;
O deputado Evandro Leitão;
Além do apoio da maioria dos prefeitos cearenses.
Estratégia de Desgaste
Diante desse cenário, a tática adotada por Ciro Gomes assemelha-se à de outros opositores na região Nordeste: focar no desgaste das gestões atuais. O objetivo seria reduzir a influência do presidente Lula e dos governadores locais para evitar que os altos percentuais de votação registrados em 2022 se repitam. Vale lembrar que a diferença entre Lula e Bolsonaro na última eleição presidencial foi de apenas 2,5%, sendo o Nordeste o principal pilar da vitória petista.
Polarização e Alianças
Na pesquisa do Instituto Opinião, o cenário de Ciro Gomes foi avaliado sob a ótica de seus próprios apoios, que incluem figuras como:
Jair Bolsonaro;
André Fernandes;
Capitão Wagner;
Roberto Cláudio.
Até o momento, Ciro parece aguardar uma melhora nos índices de intenção de voto para, então, consolidar sua posição na disputa de 2026.
Fonte: jornalista Roberto Moreira