25 de abril de 2026
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A humanidade se arrasta num círculo vicioso e nojento onde se mantém secularmente. É uma ameaça permanente e crescente a desafiar os princípios e valores humanos como a dignidade, a solidariedade e o respeito. É a própria negação da ética. A crise civilizatória mostra-se letal para os humanos e inumanos, a crueldade misturada com a ficção faz da realidade um enredo da sociedade do espetáculo. São capítulos que seguem, um atrás do outro, conectados a um objetivo comum, fortalecer o sistema patriarcal, a estrutura mais antiga de todos os tempos.

O caso Epstein não é sobre demônios, espiritualidade, homens malignos que invocam entidades. É sobre o patriarcado. Essa estrutura que trata as mulheres e crianças como coisas, objetos que podem ser manuseados e que não existem repercussões para isso. O capitalismo e patriarcado constituíram uma aliança desde os tempos mais remotos, e, prevalece nos dias atuais, através da exploração e objetificação de todos os corpos, principalmente, os que estão mais vulneráveis. Vender, traficar, manipular, tem como finalidade obter poder e privilégios, conforme a hierarquia social, onde a pequena elite ocupa o topo do alto poder econômico e político, em detrimento da grande maioria da população que figura como os vassalos da sociedade contemporânea.

Os predadores e canibais estão aboletados no seio das famílias aristocratas – nos palácios – a casa da nobreza, como também ocupam as estruturas do alto comando do imperialismo norte americano e se projetam na indústria cinematográfica de um mundo chamado Hollywood. Também se propagam nos espaços acadêmicos de ensino e pesquisa, como por exemplo a Universidade Haward, entre outros mundos do conhecimento que nada produzem de concreto e prático para erradicação da extrema pobreza no planeta terra. Escolheram bisbilhotar o universo, sistema planetário, agora faz parte da era da colonização dos tempos modernos. Investem bilhões de dólares em Inteligência artificial (IA) e outros bagulhos que anestesiam e paralisam a essência e o sentido das pessoas.

O hipnotismo global se estrebucha diante das imagens, fotos e vídeos, contidas no processo Epstein, que nesse episódio não é uma identidade pessoal, individual, mas representa um projeto abraçado pela elite global e seus apadrinhados. É a horda dos vampiros, pedófilos, estupradores, maníacos, traficantes de pessoas acobertados numa rede gigantesca que atua há séculos, cuja justiça e todos os tratados celebrados para combater tamanha barbárie não consegue punir e nem impedir os crimes mais hediondos.

Os documentos estavam guardados, trancafiados pela justiça dos Estados Unidos, mas por algum motivo tiraram a trava de acesso. Depois de muitos anos de assassinatos, sequestros e corrupção. O que estará por traz de tudo isso? Nos interrogamos.