7 de março de 2026
Reajuste do piso do magistério para 2026 é celebrado por professores e criticado por municípios

Foto: Rodolfo Buhrer

A CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação considerou uma vitória da mobilização dos educadores de todo o Brasil o reajuste de 5,4% no piso salarial nacional do magistério para 2026, definido por medida provisória assinada pelo presidente Lula. Com isso, o valor passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, garantindo ganho real de 1,5% acima da inflação de 2025 para professores da rede pública com jornada de 40 horas.

A entidade destacou o reajuste como um avanço na valorização da categoria, embora reconheça que não resolve problemas estruturais, e lembrou que o Brasil segue entre os países que pior remuneram professores, segundo a OCDE.

O critério de correção foi pactuado no Fórum Permanente do Piso, com apoio de representantes estaduais e municipais, seguindo a legislação que assegura reajuste anual nunca inferior à inflação.

Por outro lado, o aumento gerou reação de entidades municipalistas. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) classificou a medida como eleitoreira e alertou para um impacto de até R$ 8 bilhões nos cofres locais. A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) também demonstrou preocupação, defendendo que a valorização do magistério deve ser acompanhada de responsabilidade fiscal e respeito à capacidade financeira dos municípios.

Já os educadores, defendem a decisão do presidente Lula e criticam a postura dos prefeitos, já que muitos gestores tem como prática contratar professores temporários com baixos salários, e, mais ainda, muitos gestores municipais apoiam ainda a proposta de reforma administrativa em curso na Câmara dos Deputados que quer o fim do concurso público e a precarização dos serviços públicos no Brasil.