7 de março de 2026
pagina 3 - O governo Lula e a agenda econômica

Este ano de 2025 foi marcado pelo debate sobre crescimento com responsabilidade fiscal, controle da inflação e estímulos ao emprego. Discussões sobre arcabouço fiscal, investimentos públicos e papel dos bancos estatais. No final do ano, em entrevista o presidente Lula afirmou que em seu governo não existe uma palavra chamada privatização.

TAXA DE JUROS

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann culpou a taxa básica de juros, a Selic, como a maior responsável pelo aumento da dívida pública do país e não as despesas do governo. Atualmente a Selic está em 15% ao ano, maior patamar desde 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.

ARRECADAÇÃO FEDERAL

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde para o mês de novembro, alcançando R$ 226,75 bilhões, segundo dados divulgados pela Receita Federal. Em comparação com novembro de 2024, o resultado representa aumento real de 3,75%, ou seja, considerada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

PONTE

Na inauguração da ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o país vizinho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou que há países que, ao invés de pontes, constroem muros. “Tem gente querendo fazer guerra para não permitir que o outro passe pro seu lado. Nós aqui, sul-americanos, paraguaios e brasileiros, queremos dizer ao mundo que nós somos da paz”. A Ponte da Integração tem 760 metros de extensão e um vão-livre de 470 metros, o maior do continente, além de duas pistas simples com 3,6 metros de largura cada. A ponte liga Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco.

FORÇA TOTAL

A deputada federal Heloísa Helena (Rede) reassumiu o mandato na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, em substituição temporária a Glauber Braga (PSOL-RJ), e fez um discurso de forte tom político e emocional. Ela afirmou retornar ao Congresso em meio a uma “grande injustiça”, comparando a situação de Glauber a episódios que viveu como senadora durante a reforma da Previdência no primeiro governo Lula, do qual se tornou crítica. Heloísa Helena defendeu a abertura da CPI do Banco Master, cobrando investigação rigorosa e sem distinções políticas, e reafirmou a coerência e a coragem como princípios centrais de sua atuação.

VERGONHA NACIONAL

O Senado Federal aprovou o projeto que reduz as penas de condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta segue agora para sanção do presidente Lula (PT) que prometeu vetar essa excrescência. A votação terminou com 48 votos favoráveis, 25 contrários, uma abstenção e cinco ausências. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 8 e, mais cedo, passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O projeto é conhecido como PL da Dosimetria e altera critérios para cálculo das penas.

ISSO MESMO

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Judiciário está cumprindo sua função ao autorizar operações contra parlamentares, como a deflagradas recentemente contra o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
Ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou mandados de busca e apreensão, Motta disse que a Câmara não vai blindar condutas irregulares. Segundo ele, eventuais excessos devem ser tratados no âmbito do diálogo entre as instituições.

CONGRESSO NACIONAL

O ano de 2025 foi de muitas tensões entre Executivo, Câmara e Senado sobre pautas econômicas, sociais e de costumes. Ampliação do debate sobre transparência, emendas parlamentares e relação entre governo e base aliada. Mas um fato neste ano de 2025 é claro: a Câmara dos Deputados se tornou um verdadeiro vespeiro para votar leis e projetos antipopulares. Um exemplo foi a PL da Blindagem, que nas redes sociais ganhou a alcunha de PL da bandidagem.

ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS

A continuidade dos julgamentos e investigações ligados ao 8 de janeiro de 2023 quando Bolsonaro e sua turma tentou dar um golpe de estado no Brasil foi retomada. Bolsonaro está preso, assim como outros de seus cúmplices na tentativa de golpe. O que o centrão e a bancada bolsonarista tentou muito em 2025 na Câmara dos  Deputados foi dar anistia para toda essa tentativa de crimes contra a ordem democrática.

POLÍTICAS SOCIAIS

O Brasil vive um momento que mistura a política de combate à fome feita pelo Governo Lula e ajustes em programas de combate à pobreza e à fome. O país saiu do mapa da fome, mas continua muito desigual. Já entre 1995 e 2024, a renda domiciliar per capita no Brasil cresceu cerca de 70% em termos reais. Ao mesmo tempo, a desigualdade (medida pelo índice de Gini) caiu quase 18% e a extrema pobreza passou de cerca de 25% para menos de 5% da população.

JUDICIÁRIO E POLÍTICA

O protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) em temas sensíveis tornou-se uma das marcas mais fortes da política institucional brasileira nos últimos anos. Diante de crises recorrentes, tensões entre os Poderes e ataques às regras democráticas, a Corte passou a ocupar um espaço central na defesa da Constituição, dos direitos fundamentais e do próprio regime democrático.

DEFESA DA DEMOCRACIA

Após os episódios de ruptura institucional e os ataques às instituições, o STF assumiu um papel decisivo na contenção de ameaças à democracia. Julgamentos relacionados a atos antidemocráticos, tentativas de golpe, desinformação e violência política colocaram a Corte como guardiã ativa da ordem constitucional.