
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
As movimentações iniciais e articulações partidárias visando as eleições de 2026 já estão em curso e revelam um cenário de intensa reorganização política no Brasil, marcado por disputas internas, redefinição de alianças estaduais e estratégias de sobrevivência partidária.
PESQUISA
Uma pesquisa lançada pouco antes do Natal deste ano de 2025 e feita pelo Datafolha mostrou que 74% dos entrevistados se declarou petista ou bolsonarista. Os simpatizantes do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT), somam 40% dos entrevistados, superando os 34% que se associam ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
ARTICULAÇÕES ANTECIPADAS
Mesmo com as eleições ainda no horizonte, partidos e lideranças políticas começaram a se mover para ocupar espaços, testar nomes e construir palanques regionais. Governadores, prefeitos de grandes cidades e lideranças do Congresso atuam para consolidar bases eleitorais e garantir protagonismo nas chapas majoritárias.
O redesenho das alianças estaduais é influenciado por fatores como desempenho de governos locais, relação com o governo federal, acesso a recursos e tempo de TV, além do peso das federações partidárias, que passaram a condicionar acordos regionais a estratégias nacionais.
MOVIMENTAÇÕES DE LULA
O presidente Lula (PT) já avisou em claro neste ano que em 2026 vai tentar a reeleição. Se vencer será seu quarto mandato. Mas para chegar em outubro com chances reais de vitória Lula vem mantendo agenda econômica do Brasil no topo de suas prioridades. O ano termina com mais empregos para os brasileiros e maior renda o que significa mais dinheiro girando no bolso do brasileiro. Mas Lula se preocupa agora em montar seu palanque para 2026.
BOLSONARISMO
O bolsonarismo está em crise. Mas mesmo assim ainda tem capilaridade suficiente e até o momento coloca a direita de joelhos. O lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro foi a demonstração que o bolsonarismo (ou a família Bolsonaro) não aceita ser colocado de lado. Bolsonaro quer influenciar a eleição de 2026 mesmo estando na cadeia.
FLÁVIO BOLSONARO
Mas há gente na direita que acredita que o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro foi apenas um blefe. Flávio ”rachadinha” como é chamado o senador nas redes sociais por desafetos coleciona uma série de ilegalidades que devem ser lembradas por seus adversários na corrida presidencial. E outra, se perder a eleição, perde também o foro privilegiado que detém hoje como senador.
ALTERNATIVA PAULISTA
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo é amplamente citado como um dos principais nomes da direita e da centro-direita para disputar a Presidência da República em 2026, especialmente se houver necessidade de um candidato fora do bolsonarismo tradicional. O problema é que o bolsonarismo não vê suas movimentações com bons olhos. A entrada oficial de outros candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL), reorganiza as chances e mostra que a direita brasileira não está unificada em 2025.
HUGO MOTTA
O presidente da Câmara dos Deputados mostrou ser um político menor neste ano de 2025. Por diversos momentos perdeu o controle das ações no legislativo federal. É o artífice de muitas votações apressadas, contra o interesse do povo brasileiro e com debate reduzido.
QUEM MANDA?
A pergunta quem manda na Câmara dos Deputados teve uma resposta inusitada neste ano de 2025. No episódio para aprovar o PL da Dosimetria, Artur Lira, Eduardo Cunha e o deputado Derrite se uniram em um jantar. Hugo Motta não estava nesse momento de conversas reservadas.
FEDERAÇÕES PARTIDÁRIAS
As federações impõem um novo padrão de convivência política. Partidos que antes se aliavam apenas de forma pontual agora precisam manter coesão por pelo menos quatro anos, o que aumenta tensões internas. Em muitos estados, há conflitos entre projetos locais e decisões tomadas pelas direções nacionais. Um exemplo disso é a federação União Brasil com o Progressistas. Dependendo do estado um partido é base aliada do governo local e o outro é oposição. Essa confusão vai ter que ser resolvida estado por estado.
ESTRATÉGIAS REGIONAIS
Nos estados, o pragmatismo tem prevalecido. Alianças antes consideradas improváveis passam a ser discutidas, enquanto antigos parceiros se distanciam. O critério central deixa de ser a afinidade programática e passa a ser viabilidade eleitoral, capacidade de financiamento e influência local. Isso explica por que figuras de oposição nacional podem caminhar juntas em determinados estados, enquanto aliados no plano federal se enfrentam regionalmente. O Ceará é um desses exemplos. Ciro Gomes agora no PSDB tenta receber apoio do PL bolsonarista.
FAVORITO
Em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece nas pesquisas eleitorais como uma figura central do cenário político brasileiro, mesmo ainda distante da campanha oficial de 2026. Apareceu sempre na frente de seus adversários e na última pesquisa chegou a abrir 14 pontos percentuais para o segundo colocado. Os levantamentos refletem um quadro complexo e contraditório, marcado por estabilidade em sua base social, rejeição persistente em setores específicos e forte polarização política.