
, Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Governo do Ceará apresentou, durante a COP 30, em Belém, o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Ceará (IEGEE-CE), documento que reúne dados sobre as emissões e remoções de gases de efeito estufa no estado entre 2018 e 2023. Produzido pelo ICLEI em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o inventário segue padrões internacionais e atende à Política Estadual sobre Mudanças Climáticas.
Durante o lançamento, o governador Elmano de Freitas destacou que o levantamento servirá de base para aprimorar políticas públicas de mitigação e adaptação climática. A secretária Vilma Freire reforçou que o inventário é um marco para o Ceará e deve orientar decisões estratégicas para uma economia de baixo carbono. O ICLEI apontou que, diante da vulnerabilidade do semiárido, o documento é essencial para apoiar ações de transição energética, proteção da Caatinga e desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis.
O levantamento mostra que as emissões líquidas do Ceará cresceram 24,11% no período analisado, passando de 28,17 MtCO₂e em 2018 para 34,96 MtCO₂e em 2023. Os setores que mais contribuíram para esse aumento foram:
- AFOLU (agricultura, florestas e uso do solo), com forte alta devido ao desmatamento e à pecuária;
- Processos Industriais e Uso de Produtos, puxados pela produção de aço e cimento;
- Transportes, com predominância do modal rodoviário e dos combustíveis fósseis;
- Resíduos, que tiveram crescimento de quase 19%.
O documento também aponta recomendações para reduzir as emissões, como ampliar energia renovável, recuperar áreas degradadas, incentivar modais de transporte limpos, aumentar a eficiência industrial e melhorar a gestão de resíduos e o saneamento.