
O governador do Ceará Elmano de Freitas e o ex-ministro Ciro Gomes Foto: AL-CE/Reprodução/Márcia Foletto / Infoglobo
Não dá para fugir do fato de que de forma antecipada podemos cravar que a campanha eleitoral de 2026 já começou.
No cenário nacional a movimentação dos partidos políticos, dos deputados federais, e senadores é no sentido de que toda a movimentação serve dentre seus objetivos como perspectiva o tabuleiro eleitoral de 2026.
O mesmo vale para os governadores que embarcam na disputa por espaços políticos nas pesquisas, nos bastidores e na influência no Congresso Nacional.
Aliás, se nós repararmos bem talvez esse seja a pré-campanha com mais nomes de governadores como pré-candidatos a presidente, basta lembrar de Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e até Cláudio Castro acredita que entrou na zona de disputa presidencial após a chacina que promoveu no Rio de Janeiro.
A oposição faz isso de forma magistral. As bancadas do centrão, a bancada bolsonarista e a banca evangélica são craques nesse tabuleiro e, por vezes, deixam o governo Lula no tapete.
Já o Governo Lula percebeu que não pode baixar a guarda, pois as movimentações são amplas e se perder o debate pode chegar em 2026 com prejuízos eleitorais.
O presidente Lula ainda tem força eleitoral e isso as pesquisas de intenção de votos vem demonstrando, mas o Governo precisa acertar a mão se quiser chegar com certa tranquilidade para a disputa eleitoral que se avizinha.
No Ceará e na Região do Cariri não é diferente. Prefeitos do Crajubar já tem em suas mangas seus nomes para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
A campanha por aqui também decolou. Ciro lançou seu nome. Depois lançou Roberto Cláudio. Cirismo e bolsonarismo ensaiam uma aliança contra o PT e seus aliados. O governador Elmano de Freitas já avisou que vai para a reeleição. Temos mais de uma dezena de nomes querendo disputar o Senado Federal pelo Ceará em 2026.
Podemos dizer que muitos prefeitos e lideranças políticas de todos os espectros políticos já se antecipam e fecham acordos políticos de olho em 2026. Quem demorar, corre o risco de quando quiser negociar não ter mais ninguém para fazer isso.