
Filho do Cariri, Alexandre Lucas cresceu no Crato entre livros, ruas e memórias de uma região marcada pela força da cultura popular. Pedagogo de formação nunca separou a sala de aula da rua, a teoria da prática, nem a arte da política. Sua trajetória é a de um poeta, artesão da palavra e militante cultural que fez da palavra e da criação ferramentas de transformação social.
Alexandre Lucas é comunista, é artista-educador, performer, escritor com os seguintes livros publicados digitalmente “Entranhamentos”, “Cabueta da Miséria”, “Toda Poesia ao Corpo”, “Tesoura e Martelo”, “Casa das Invenções”, “Fruto”, “Xela” e “Um livro inteiro de pedaços”. Servidor Público. Militante político desde 1995. Fundador do Coletivo Camaradas, idealizador do Território Criativo do Gesso. Integrante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, Comissão Cearense Cultura Viva.
Foi ainda presidente do Conselho Municipal do Políticas Culturais. Alexandre Lucas tem um trabalho estético comprometido com a democratização da arte e da literatura para camadas populares. Desde os anos 1990, quando atuava no movimento estudantil, Alexandre compreendeu que a cultura podia ser espaço de disputa e de emancipação. Fundou o Coletivo Camaradas, movimento cultural que se tornou referência no Crato.
Seus livros, como Entranhamentos, Casa das Invenções, Um livro inteiro de pedaços, Tesoura e Martelo, Cabueta da Miséria e o mais recente Xela, transitam entre poesia, crônica e crítica social. Em todos, há uma marca comum: a tentativa de dar voz ao que é invisível, de registrar afetos, dores e esperanças do povo do Cariri e do Brasil.
Hoje, seja escrevendo artigos, participando de debates sobre a Lei Aldir Blanc ou discutindo os rumos da política cultural no Cariri, Alexandre Lucas reafirma a convicção que o move: a arte só faz sentido quando compartilha a vida, quando aproxima pessoas, quando se inscreve no cotidiano da comunidade.
Entre a poesia e a militância, ele segue escrevendo, sonhando e agindo para que a cultura do Crato não seja apenas memória, mas futuro.
E uma coisa que pode ser feita no Spotfy e eu pelo menos não saiba que seria possível. Colocar seus textos com contos e crônicas falados para quem gosta de curtir esse tipo de “leitura”.
E o amigo e arte-educador Alexandre Lucas lançou nessa plataforma das mais famosas uma série de crônicas de sua autoria que você pode ouvir deitado numa rede se balançando num domingo quente do Cariri.
E assim que entrei fui logo escutando a crônica “As cartas sem futuro”.
Deixo uma carta junto às contas do mês. Coloquei no envelope, passei cola e propositalmente ignorei o destinatário. Talvez nunca seja lida, se perca na correria e no amontoado de coisas que vamos juntando ao longo da vida.
É o livro Xela onde você pode ouvir as deliciosas crônicas deste artista cratense. Xela é um nome que teve início na adolescência. Que significa Alex de trás para frente. Esse é também o nome do livro em prosa. Alexandre adota esse nome para alguns dos trabalhos que vem desenvolvendo.