
Foto: Mandel Ngan/AFP
O professor Carlos Eduardo Lins da Silva da Universidade de São Paulo (USP) comenta o corte de US$ 1,1 bilhão no orçamento das emissoras públicas dos Estados Unidos, aprovado pelo governo Trump. Apesar de representar menos de 0,02% do orçamento federal de 2025 (US$ 5,3 trilhões), o impacto sobre as 1.500 estações locais independentes pode ser devastador, sobretudo para rádios e TVs comunitárias em áreas rurais e pequenas cidades, muitas vezes únicas fontes de informação confiável para suas populações.
Segundo o professor, trata-se de uma medida de vingança política contra o jornalismo independente, já que Trump é crítico dessas redes. Pesquisas indicam que a PBS e a NPR mantêm baixos índices de parcialidade e alta credibilidade: 53% dos entrevistados consideram seus conteúdos justos e imparciais, contra apenas 35% das emissoras privadas.
Para críticos se trata de um ataque direto à liberdade de imprensa e expressão e um bom argumento para explicar que aos poucos o presidente dos EUA corta as liberdades do povo norte-americano.
Para Lins da Silva, democracias prosperam com meios de comunicação livres de pressões políticas e econômicas, papel historicamente cumprido pelas emissoras públicas com responsabilidade e independência.
Os EUA parece caminhar no sentido contrário.
Abaixo o link da USP onde você pode ouvir o comentário do professor Lins em todos os detalhes
Click e assista:
https://jornal.usp.br/radio-usp/corte-de-verbas-de-trump-atinge-radios-comunitarias-e-poe-em-risco-a-informacao-confiavel-nos-eua/