7 de março de 2026
dinheiro

Fotos: José Cruz/Agência Brasil

 

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou uma ampla campanha de mobilização em defesa da aprovação do Projeto de Lei 1087/2025, que tramita em regime de urgência no Congresso Nacional. A proposta, enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, ao mesmo tempo em que aumenta a contribuição dos chamados super-ricos, com rendas acima de R$ 50 mil mensais.

 

Segundo a CUT, a medida é um marco histórico, pois promove justiça tributária ao aliviar a carga sobre os trabalhadores e trabalhadoras, ao mesmo tempo em que busca corrigir distorções que favorecem os mais ricos. Para garantir a aprovação do projeto, a Central convocou a categoria a ocupar tanto as ruas quanto o espaço digital.

 

Um dos principais instrumentos dessa luta é a plataforma Na Pressão, que permite enviar mensagens diretas a parlamentares via WhatsApp, redes sociais ou e-mail. A ideia é transformar apoio popular em força política, pressionando deputados e senadores a votarem a favor do projeto.

 

A CUT alerta, no entanto, que a disputa será intensa. Setores da direita e do Centrão tentam barrar as medidas de compensação fiscal que acompanham a proposta — como a taxação de lucros e dividendos de acionistas com altos rendimentos. Sem essas contrapartidas, a renúncia de arrecadação poderia ultrapassar R$ 100 bilhões até 2028, o que abriria espaço para críticas de desequilíbrio fiscal.

 

Estudos do Dieese mostram a desigualdade do atual sistema tributário: enquanto trabalhadores que ganham R$ 5 mil pagam cerca de 9,57% da renda em tributos, pessoas com rendas muito superiores chegam a contribuir proporcionalmente menos de 2,5%.

 

A aprovação do PL 1087/2025 traria alívio direto no bolso da classe média e baixa, com economias anuais que podem ultrapassar R$ 4 mil por trabalhador, dependendo da faixa salarial.

 

A mobilização também estará presente nas ruas no próximo 7 de setembro, quando a CUT participará do Grito dos Excluídos e do Plebiscito Popular, integrando a pauta da independência e da soberania nacional. Além da luta pelo imposto de renda, a Central defende outras bandeiras, como a redução da jornada sem redução de salário, o fim da escala 6×1 e a valorização do trabalho decente.

 

A mensagem central da CUT é clara: a mudança depende do engajamento popular. Pressionar o Congresso, divulgar a campanha e participar das mobilizações são passos fundamentais para garantir que o sistema tributário brasileiro seja mais justo e equilibrado, beneficiando a maioria trabalhadora em vez de preservar os privilégios de poucos.