7 de março de 2026
Polícia prende policial penal que atirou em entregador de delivery no Rio; servidor é afastado por 90 dias

Legenda: O policial penal foi afastado de suas funções públicas e preso neste domingo (31) | Foto: Reprodução/Globonews

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) prenderam, neste domingo (31), o policial penal José Rodrigo da Silva Ferrarini. Ele é suspeito de atirar contra um entregador de delivery na noite da última sexta-feira (29), em Jacarepaguá.

O mandado de prisão temporária foi expedido pelo Tribunal de Justiça do RJ e cumprido por equipes da 32ª Delegacia de Polícia, em Taquara.

Segundo o g1, a decisão foi tomada após o policial não comparecer ao Plantão Judiciário.

‘Atitude repugnante’

A Seap informou que o servidor foi afastado por 90 dias de suas funções.

“A Polícia Penal não compactua em hipótese alguma com atitude como essa, repugnante e que não representa a grande maioria dos policiais penais do Rio de Janeiro”, disse ao g1 a secretária Maria Rosa Nebel. Ela afirmou ainda que um processo administrativo disciplinar foi aberto contra o policial.

 

Lembre o caso

Na sexta-feira (29), o entregador de delivery Valério dos Santos Júnior foi até o endereço do policial penal deixar uma encomenda. Ao chegar à portaria do condomínio, ele avisou ao cliente que esperaria ele descer para buscar o pedido.

Ferrarini, no entanto, exigiu que o trabalhador subisse até o seu apartamento — o que foi negado por ele e não é uma prática obrigatória da empresa que intermedia a entrega.

Ao encontrar Valério, que começou a gravar a conversa, o agente penitenciário reclamou da atitude do entregador e atirou no pé direito dele. “Então, valeu!”, disse o servidor público.

“Que é isso, cara?”, questionou o motoboy, se contorcendo de dor. “Que é isso é o c*aralho. […] Bora, me dá minha parada”, exigiu o policial. Ele, depois, percebeu que estava sendo filmado e foi embora.

 

Motoboy recebeu atendimento médico

Valério foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e atendido em uma emergência de hospital, mas foi liberado com a bala ainda alojada, o que, por enquanto, o impede de voltar a trabalhar.

“Vai depender do médico falar se dá para tirar, se continua, se tem sequela”, disse ele ao programa RJ2.

Fonte: Diário do Nordeste