7 de março de 2026
Chacina do Curió: sete policiais militares são absolvidos após 78 horas de julgamento; MPCE vai recorrer

Julgamento Chacina Curió / Crédito: Fernanda Barros/ O Povo

Os sete policiais militares que estavam sendo julgados na quarta sessão do julgamento dos envolvidos na Chacina do Curió foram absolvidos. Parecer foi proferido na noite deste domingo, 31, e deve permitir que agentes voltem a trabalhar nas ruas. Ministério Público do Ceará (MPCE) diz que vai recorrer da decisão.

Crime aconteceu entre os dias 11 e 12 de novembro de 2015 e deixou 11 mortos e sete feridos. Neste quarto Júri, o banco dos réus foi composto por agentes que formam o “Núcleo da Omissão”, que são aqueles que trabalhavam na região no momento da chacina e não fizeram nada para evitar o crime.

Foram cerca de 78 horas de sessão até a sentença ser definida, absolvendo os policiais: Daniel Fernandes da Silva, Gildásio Alves da Silva, Luis Fernando de Freitas Barroso, Farlley Diogo de Oliveira, Renne Diego Marques, Francisco Flávio de Sousa e Francisco Fabrício Albuquerque de Sousa.

Decisão provocou comemoração por parte de parentes dos agentes julgados, que acompanhavam a sessão. Mães dos adolescentes que foram vítimas chegaram a sair da sala no meio do julgamento.

Policiais devem voltar a trabalhar nas ruas

Durante coletiva dos advogados, Valmir Medeiros, que advoga para policiais que ocupavam a viatura de número 1301, destacou que parecer foi tomado de forma unânime, por 4 votos a 0.

Na ocasião, advogados também destacaram que a decisão retira as medidas cautelares impostas aos agentes, como a que determinava que os policiais ocupassem apenas funções administrativas. Com isso, os sete agentes julgados e absolvidos devem voltar a poder trabalhar normalmente nas ruas.

MPCE vai recorrer da decisão

O Ministério Público do Ceará (MPCE) vai recorrer da decisão de absolvição tomada. De acordo com representantes do órgão, a entidade vai preparar e apresentar recursos para serem apreciados.

“O Ministério Público discorda da decisão, respeitando obviamente, acolhendo com serenidade a opção que a sociedade escolheu, quanto conselho de sentença. Mas foi interposto recurso e aguardamos que o tribunal analise as razões que vão ser apresentadas e aguardando que esse processo retorne para que seja reanalisado e nós tenhamos uma decisão que entendemos justa”, apontou o promotor Vicente Anastácio Martins. Atualizada às 20h47min

* Com informações do reportér Lucas Barbosa 

Fonte: O Povo