7 de março de 2026
Encontrei um escorpião em casa: biólogo explica como agir com segurança e quando chamar dedetização

Foto: Getty Images

O escorpião, sobretudo o amarelo, é comum no Brasil e um encontro com o animal peçonhento pode trazer inúmeros problemas de saúde e levar até mesmo às consequências mais graves. Mas como reagir ao encontrar um deles dentro de casa ou em um ambiente onde não é possível apenas se afastar? O Metrópoles conversou com o biólogo Fabrício Escarlate, professor de Ciências Biológicas do CEUB, que deu dicas importantes no caso do temido encontro.

Se der de cara com um escorpião-amarelo vivo, o ideal é isolar o local onde o animal estiver, mantendo sempre uma distância segura. “O escorpião não vai correr atrás da pessoa nem atacar de forma ativa; normalmente ele vai tentar fugir ou se esconder”, comenta o biólogo.

Se estiver com algum objeto em mãos ou por perto, é possível usá-lo para cobrir o animal e facilitar a captura, sempre evitando contato direto. Também é importante não perdê-lo de vista.
ataque escorpiao mudancas climaticas
Foto: Hugo Barreto / Metrópoles

O ideal é jamais se aproximar do animal ou manipulá-lo diretamente. “Evite contato físico a todo custo”, alerta Fabrício. Caso seja necessário se aproximar, o correto é manter uma distância segura e evitar movimentos bruscos. “Se precisar intervir, utilize objetos longos para manipular ou conter o escorpião, sem colocar mãos ou pés próximos”, completa.

A recomendação é não tentar matar o animal, mas sim capturar ou isolá-lo com segurança, acionando uma equipe de controle de pragas ou dedetização. Isso evita acidentes durante a tentativa de eliminação direta.

E embora possa parecer menos assustador, encontrar um escorpião também não é tão seguro assim. O bicho pode indicar que existem outros no ambiente, já que os escorpiões amarelos se reproduzem por partenogênese, ou seja, todas são fêmeas capazes de gerar filhotes sem a necessidade de machos. “Nesse caso, a atenção deve ser redobrada e uma dedetização pode ser necessária para reduzir o risco de infestação”, indica Fabrício.

Fonte: Metrópoles