
© Lara Abreu / Arte Metrópoles
Por Ricardo Noblat (Metrópolis)
Os sábios ensinam que ganha eleição quem erra menos porque todos erram. Não existe campanha imune a erros. Nem planos que dispensem um reajuste constante. De resto, o acaso costuma surpreender sem dar aviso prévio. Quem poderia contar com os efeitos da facada que Bolsonaro levou em Juiz de Fora?
Lula perdeu para Fernando Collor a eleição presidencial de 1989 graças ao seu péssimo desempenho no debate decisivo entre os dois no segundo turno. A TV Globo encarregou-se de bater o último prego no caixão de Lula com uma edição que favoreceu claramente Collor, candidato que apoiou sem disfarce.
Então veio o tarifaço de Trump sobre os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. E, mais do que isso, a exigência de suspensão imediata do julgamento de Bolsonaro e dos demais golpistas pelo Supremo Tribunal Federal. Era para ser um tiro no peito de Lula. Foi um tiro no peito da direita.
A direita está desorientada sem rumo e sem candidato uma vez que Tarcísio recolheu os flaps. Com uma reeleição quase certa, embora ainda tenha tempo para cometer novos erros, por que trocá-la por algo duvidoso? À direita, resta torcer para que a economia degringole e Lula erre bastante até lá.
Fonte: Metrópoles