7 de março de 2026
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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Nesta quinta-feira, 31 de julho de 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho — o menor índice já registrado pela série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O número representa um marco expressivo para a economia nacional, consolidando uma trajetória de recuperação sustentada nos últimos anos.

Esse resultado mostra que o governo Lula acerta em sua política econômica. Lógico que precisa de ajustes em vários setores e uma incrementarão maior na indústria nacional, além da diversificação de mercados para escoar os produtos brasileiros no exterior.

O resultado reflete uma conjunção de fatores, mas é inegável o papel decisivo das políticas implementadas pelo governo Lula. Desde o início do mandato, em janeiro de 2023, o governo tem apostado fortemente em programas de incentivo à reindustrialização, obras de infraestrutura, ampliação de crédito para pequenos e médios empresários, fortalecimento do consumo interno e valorização do salário mínimo. Além disso, medidas de inclusão produtiva e retomada de investimentos em educação e capacitação profissional também contribuíram para a geração de empregos formais e informais em diversas regiões do país.

Outro destaque vai para os setores da construção civil, agronegócio e serviços, que lideraram as contratações no primeiro semestre de 2025. O crescimento do mercado interno, aliado ao aumento da confiança de empresários e consumidores, impulsionou a geração de vagas, especialmente em regiões historicamente afetadas pelo desemprego estrutural.

O dado divulgado pelo IBGE ganha ainda mais relevância diante do cenário internacional adverso. Mesmo com a política protecionista do presidente norte-americano Donald Trump, que impôs novas tarifas sobre produtos brasileiros, a economia do Brasil demonstrou resiliência. O país manteve acordos comerciais estratégicos com a China, União Europeia, países africanos e do Mercosul, diversificando mercados e reduzindo a dependência dos EUA. O Brasil também investe no Brics e mantém todos os negócios com outros países. O Brasil tampouco tomou decisões bélicas ou de guerra. É um país que prima pela defesa da diplomacia e boas relações internacionais.

Com o desemprego em queda, a renda em alta e a inflação sob controle, o Brasil dá sinais de que está não apenas se recuperando, mas consolidando uma nova fase de crescimento com inclusão social. O desafio agora é manter o ritmo e garantir que os avanços cheguem a todas as camadas da população.

Só para concluir

No setor formal, os dados também são positivos: os empregados com carteira assinada somam 39 milhões, novo recorde, com aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior e de 3,7% no ano. Os trabalhadores sem carteira, 13,5 milhões, cresceram 2,6% no trimestre. A taxa de informalidade ficou em 37,8%, e a subutilização da força de trabalho caiu para 14,4%, a menor da série.

O rendimento real habitual ficou em R$ 3.477, avançando 1,1% em relação ao trimestre anterior e 3,3% no comparativo anual. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 351,2 bilhões, com alta de 2,9% no trimestre e de 5,9% sobre o ano anterior. Segundo o IBGE, os dados foram atualizados com base nas novas populações do Censo 2022, mantendo a metodologia anterior da PNAD Contínua.