7 de março de 2026
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Foto: Sergio Silva/FPA

 

Nesta sexta-feira, 1º de agosto, o Brasil será palco de uma grande jornada de mobilizações populares contra a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre exportações brasileiras. Os atos são organizados por entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes), as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, centrais sindicais e outros movimentos sociais. O objetivo é denunciar os impactos da medida, considerada por muitos uma forma de “chantagem imperialista” que ameaça empregos e setores estratégicos da economia brasileira.

 

Manifestações no Brasil contra ataques de Trump e Bolsonaro

O povo brasileiro decidiu não ficar calado contra os ataques feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump com apoio de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e de políticos do PL e da bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados. Apesar de muitos terem o velho complexo de vira-latas a ampla maioria da sociedade brasileira pensa de forma progressista e contra interferência estrangeira no Brasil.

Um exemplo da postura do povo brasileiro fica claro nas pesquisas que vem sendo divulgadas. Pesquisa Quaest mostra que 72% dos brasileiros são contra o tarifaço anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil. Apenas 19% disseram apoiar a medida, prevista para entrar em vigor em 6 de agosto. A mesma pesquisa aponta ainda que 63% acha incorreta a afirmação de Trump de que a relação comercial entre os dois países é injusta; que 53% acham que Lula está certo ao reagir com reciprocidade às tarifas de Trump; e que 84% dizem que governo e oposição deveriam se unir em defesa do país.

Já o Instituto PoderData mostra que a população brasileira responsabiliza mais o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família pelo tarifaço imposto por Donald Trump a produtos brasileiros do que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa mostra que 74% das pessoas estavam informadas sobre as tarifas anunciadas em 9 de julho por Trump. Entre essas pessoas, 46% disseram que o clã Bolsonaro era o principal responsável pela sobretaxa.

Nesta sexta-feira, 1º de agosto, o Brasil será palco de uma grande jornada de mobilizações populares contra a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre exportações brasileiras. Os atos são organizados por entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes), as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, centrais sindicais e outros movimentos sociais. O objetivo é denunciar os impactos da medida, considerada por muitos uma forma de “chantagem imperialista” que ameaça empregos e setores estratégicos da economia brasileira.

Segundo Bianca Borges, presidenta da UNE, as manifestações são uma resposta clara à tentativa de submissão do Brasil aos interesses norte-americanos. “Trump achou que ficaríamos de joelhos. Mas, desde o dia 10 de julho, o povo brasileiro tem se levantado contra essa agressão”, afirmou.

Os protestos ocorrerão em pelo menos 12 capitais e outras cidades importantes, como Santos (SP), com destaque para atos em frente a consulados e em praças centrais. Em São Paulo, por exemplo, a concentração está marcada para as 10h no Consulado dos EUA; em Brasília, será às 9h em frente à Embaixada. Em Curitiba, a mobilização ocorrerá no sábado, dia 2.

Além da pauta contra as tarifas, os protestos trazem reivindicações sociais mais amplas, como o fim da jornada 6×1, isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, taxação dos super-ricos, combate à pejotização e à devastação ambiental, além da denúncia contra o genocídio em Gaza.

Para os organizadores, a imposição tarifária não se limita a uma disputa econômica, mas faz parte de uma ofensiva geopolítica dos EUA para pressionar o Brasil a abrir mão de sua soberania, especialmente no controle de recursos estratégicos como as terras raras – minérios essenciais para a indústria de tecnologia e defesa. O Brasil é o segundo maior produtor desses elementos no mundo, atrás apenas da China.

A UNE também denuncia o alinhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro com os interesses norte-americanos, lembrando episódios em que ele ofereceu a Amazônia a empresas dos EUA. Para Bianca, a medida de Trump também tem o objetivo político de fortalecer Bolsonaro, que responde por tentativa de golpe de Estado. “Mas quem governa o Brasil é o povo brasileiro”, reforçou.

As manifestações desta sexta reafirmam o papel histórico do movimento estudantil na defesa da democracia e da soberania. Com bandeiras verdes e amarelas, palavras de ordem e resistência, os jovens brasileiros voltam às ruas, assim como fizeram contra o nazifascismo e na luta pelo impeachment de Collor, agora em nome de um Brasil justo, livre e soberano.

 

Confira os locais e horários:

  • São Paulo (SP): às 10h no Consulado dos EUA
  • Santos (SP): às 17h na Estação da Cidadania
  • Salvador (BA): às 15h no Campo Grande
  • Rio de Janeiro (RJ): às 18h no Consulado dos EUA
  • Brasília (DF): às 9h em frente à Embaixada dos EUA
  • Porto Alegre (RS): às 18h na Esquina Democrática
  • Belo Horizonte (MG): às 17h na Praça Sete
  • Manaus (AM): às 16h na Praça da Polícia com caminhada até a praça do BK
  • Recife (PE): às 15h30 na Praça do Derby
  • São Luís (MA): às 15h na Praça Deodoro
  • Fortaleza (CE): às 15h30 na Praça da Bandeira
  • Florianópolis (SC): às 19h30 na Praça da Alfândega
  • Curitiba (PR): às 10h30 na Boca Maldita (sábado, 2/8)

 

Fonte: Portal Vermelho, Carta Capital e Veja.