
Lançado em 1975 e dirigido por um jovem Steven Spielberg, Tubarão (Jaws) não foi apenas um sucesso de bilheteria — foi um marco definitivo na história do cinema. Baseado no livro homônimo de Peter Benchley, o longa conta a história de um enorme tubarão branco que aterroriza a pequena ilha fictícia de Amity. Quando banhistas começam a ser atacados, o chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider), um oceanógrafo (Richard Dreyfuss) e um caçador de tubarões (Robert Shaw) se unem para capturar a criatura.
O que diferencia Tubarão de outros filmes de suspense e terror é a técnica genial de Spielberg. Com um orçamento relativamente modesto e enfrentando problemas técnicos com o tubarão mecânico, o diretor decidiu sugerir mais do que mostrar. Isso levou a um suspense ainda mais poderoso, onde o perigo é sentido, mas raramente visto. A trilha sonora icônica de John Williams, com apenas duas notas repetidas, tornou-se símbolo de tensão e ameaça iminente.
Além de seu impacto técnico e narrativo, Tubarão é considerado o primeiro blockbuster da história do cinema. Foi o primeiro filme a ser lançado simultaneamente em centenas de salas nos EUA e o primeiro a ultrapassar a marca de 100 milhões de dólares nas bilheterias. A estratégia de marketing e distribuição mudou para sempre a forma como Hollywood lançava grandes produções.
Mais do que um thriller sobre um monstro marinho, Tubarão é uma aula de construção de suspense, desenvolvimento de personagens e uso inteligente de recursos limitados. O medo do desconhecido, a tensão psicológica e os conflitos humanos são tão importantes quanto o próprio tubarão.
Até hoje, Tubarão é referência em filmes de terror e aventura, sendo estudado por cineastas e adorado por fãs. Foi indicado ao Oscar e venceu em três categorias, incluindo trilha sonora. E, acima de tudo, consolidou Steven Spielberg como um dos maiores diretores da história do cinema.