
Foto: Antonio Augusto/STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é alvo da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (18), em Brasília. O antigo chefe de Estado terá que usar tornozeleira eletrônica por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). As ordens da corporação são cumpridas na casa de Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), na capital federal.
Bolsonaro passará a ser monitorado 24 horas por dia e terá que permanecer em casa entre 19h e 7h, assim como no fim de semana, conforme as colunistas Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, e Camila Bomfim, do portal g1.
Além disso, o ex-presidente também não poderá acessar as redes sociais e não terá aval para se comunicar com o filho, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, e nem com embaixadores, diplomatas estrangeiros e outros réus ou investigados pelo STF.
Advogados de defesa de Bolsonaro confirmaram a operação da PF.
Segundo informações da jornalista Natuza Nery, da GloboNews, um dos motivos para a determinação dos mandados seria o financiamento reconhecido de Jair Bolsonaro ao filho, Eduardo Bolsonaro, que teria recebido repasse de R$ 2 milhões do pai mesmo fora do Brasil.
Sanções de Trump e ataques a soberania nacional estão entre motivações
A mesma emissora apontou que fontes do STF citaram, entre as motivações, os ataques frequentes e recentes à soberania nacional, assim como as sanções tarifárias dos Estados Unidos como forma de pressão contra o julgamento de Jair Bolsonaro em solo brasileiro.
Investigado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro protagoniza a recente crise entre Brasil e Estados Unidos, após o presidente americano, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% ao mercado brasileiro e afirmar que o processo criminal contra o ex-presidente deveria terminar “imediatamente”.
Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao STF o pedido de condenação do antigo chefe de Estado. O órgão afirmou que o político liderou a trama antidemocrática e deve ser sentenciado por pelo menos cinco crimes, com penas que, se somadas, podem resultar em mais de 43 anos de prisão.
Em manifestação à Corte, o procurador Paulo Gonet reafirma que Jair Bolsonaro não somente tinha conhecimento do plano golpista, como orquestrou as articulações contra a Democracia brasileira.
Fonte: Diário do Nordeste