
Davi Alcolumbre e Hugo Motta. Créditos: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Depois de 24 horas de silêncio constrangedor, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vieram a público para dizer que estão preocupados com a economia nacional após o traiçoeiro ataque do presidente dos EUA, Donald Trump, que enfiou goela abaixo uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros para pressionar por impunidade a Jair Bolsonaro, seu aliado que está prestes a ir para cadeia por ter tentado um golpe de Estado. A reação dos chefes do Congresso surge como uma tentativa mal ensaiada de mostrar força, mas na prática deixa claro o medo que ambos têm da matilha bolsonarista.
Na nota divulgada à imprensa, Alcolumbre e Motta repetem generalidades, falam em “diálogo” e citam a Lei da Reciprocidade Econômica, mas evitam apontar o dedo para quem está por trás da sabotagem externa: a família Bolsonaro, que segue articulando pressões em Washington para asfixiar o Brasil economicamente. A covardia é visível: esses parlamentares que adoram vociferar contra o governo Lula se calam quando o ataque vem dos radicais com quem dividem palanque.
Postura dócil diante da matilha
O que faltou a Motta e Alcolumbre nesta quinta-feira (10) foi coragem para enfrentar o verdadeiro problema, que é o uso descarado de sanções estrangeiras por parte de Trump como instrumento de chantagem política interna. No caso do Brasil, tudo é para proteger o líder golpista que tenta escapar da Justiça. A nota do Congresso Nacional não toca no nome de Bolsonaro, não denuncia a chantagem e retrata os presidentes do Senado e da Câmara como “moderados”, já que óbvio eles querem manter os votos dos extremistas que matam e morrem por Bolsonaro.