
Legenda: Congresso Nacional | , Foto: Eduardo Rocha
Por Clóvis Cordeiro
Secretário de Organização PV Ceará
A Constituição de 1988 estabeleceu o presidencialismo como forma de governo no Brasil, escolha posteriormente confirmada por meio de plebiscito. No entanto, a estrutura institucional desenhada pela Constituinte possui traços marcantes de um modelo parlamentarista, no qual o verdadeiro poder de governar está vinculado à formação de maioria no Congresso Nacional.
Por isso, historicamente, os(as) presidentes da República precisam “negociar” apoio político com o Legislativo para conseguir governar. Essa dependência tem alimentado uma série de vícios, como a troca de cargos na administração pública e o uso de emendas parlamentares como moeda de barganha.
Diante desse cenário, as eleições de 2026 exigem de nós um olhar estratégico e comprometido. Não basta focar apenas nas candidaturas majoritárias: presidente, governadores e senadores (duas vagas estarão em disputa). É urgente concentrar esforços também na construção de bancadas fortes, éticas e comprometidas nos parlamentos federal e estadual.
Precisamos eleger deputados e deputadas livres desses vícios da velha política. Parlamentares aliados e comprometidos na defesa de uma agenda coerente com os interesses do povo brasileiro: uma agenda da classe trabalhadora, uma agenda social e uma agenda ambiental.
O Congresso Nacional precisa voltar a representar os milhões de brasileiros e brasileiras que hoje se sentem órfãos de representação. O momento exige coragem, consciência e compromisso com o bem comum.