
Estudante de Química da Universidade Federal do Ceará, militante do PCdoB, Bergson escolheu o caminho da luta: resistir à injustiça, enfrentar a ditadura, mesmo que isso significasse desaparecer na floresta do Araguaia por 37 anos, ficando ate 7 de outubro de 2009 sem sepultura, quando seus restos mortais foram entregues à família.
Hoje, sua história resiste ao tempo e à tentativa do esquecimento. Ele vive na lembrança da família que jamais parou de procurá-lo, na coragem dos que ousam lembrar, e em cada grito por verdade e justiça que ecoa nas ruas e nas salas de aula.
Na véspera de seu aniversário, 16 de maio, a Universidade Federal do Ceará, entregou o diploma de Bergson Gurjão, recebido pela família. Uma demonstração de sua memória viva e uma reparação histórica simbólica e importante para a democracia brasileira.
Neste dia 17 de maio, não apenas recordamos o nascimento de um homem — celebramos um símbolo da juventude que acreditou, que lutou, e que permanece como farol para as gerações que se recusam a se calar diante da opressão.
Bergson vive. Presente, agora e sempre.