
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), foi reconduzida à Presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, sigla em inglês), o Banco do Brics. Indicada em 2023 para mandato que se encerraria em julho deste ano, ela permanece no cargo pelos próximos cinco anos. Dilma foi reconduzida à chefia máxima do banco, pois o presidente da Rússia, Vladimir Putin, abriu mão de indicar um nome próximo, entendendo pela permanência da ex-chefe de Estado brasileira.
A informação da recondução de Dilma no banco foi confirmada pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). “Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos Brics vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, postou Gleisi em suas redes sociais.
De acordo com as regras do banco, há um rodízio de indicações para o cargo, entre cada país-membro fundador do Brics, para mandatos de cinco anos. São membros fundadores do bloco Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Seguindo esse critério, a próxima indicação ficaria a cargo da Rússia.
No entanto, durante o encerramento da 16º Cúpula dos Brics, em Kazan, na Rússia, Putin já havia acenado com a indicação de Dilma, enquanto estratégia para evitar “transferir todos os problemas [que em função da guerra com a Ucrânia] estão associados à Rússia”, como discursou o presidente russo.
Dilma assumiu a chefia do banco em março de 2023, no lugar de Marcos Troyjo, indicado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A troca dos ocupantes do cargo foi feita após Lula (PT) assumir a Presidência do Brasil.