6 de maio de 2026

Os bancários encerraram ontem (6), em São Paulo, sua 25ª conferência nacional apostando em mais organização e melhoria das condições de saúde, além de pautas econômicas e políticas, como reforma tributária e fortalecimento da democracia. “Elas (resoluções aprovadas no encontro) vão orientar o posicionamento do Comando Nacional e das entidades sindicais do nosso campo na luta pela manutenção de nossos direitos e novas conquistas”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

Segundo os organizadores, as plenárias tiveram 636 delegados e 98 convidados. Foram aprovadas seis resoluções:

Democracia sempre (por um país democrático, socialmente justo e ambientalmente sustentável)
Reforma tributária: tributação progressiva, que promova distribuição de renda, onere os mais ricos e promova isenção maior para os mais pobres, tributação sobre latifúndios e grandes fortunas e isenção da PLR (participação nos lucros ou resultados)
Organização do ramo financeiro: de forma que a reforma sindical seja um instrumento para o reconhecimento formal da representação por ramo de atividade econômica
Regulamentação das plataformas digitais que promova um ambiente mais seguro contra abusos, assédio, discurso de ódio, mentiras e outros conteúdos prejudiciais, além da tributação das plataformas enquanto atividade econômica
Fortalecimento dos Comitês de Luta e das Brigadas Digitais da Classe Trabalhadora
Fortalecimento da campanha “Menos metas, mais saúde”
“As resoluções aprovadas subsidiarão a luta da categoria no próximo período. Estaremos juntos em defesa dos direitos, por mais conquistas, pelo fortalecimento da democracia e da justiça social. Seguiremos com organização, inovação e disposição para lutar pelo Brasil que queremos”, acrescentou a presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro.

Contra o assédio moral
A resolução sobre metas diz respeito a práticas de assédio moral nos bancos. Segundo os trabalhadores, metas abusivas provocam adoecimento dos bancários no ambiente de trabalho.

Em 2022, os bancários assinaram acordo nacional com dois anos de duração. Para este ano, a convenção coletiva garante reposição da inflação mais 0,5% de aumento real e nos valores fixos da PLR e nos vales alimentação e refeição, entre outras verbas.

Publicado no site Rede Brasil Atual