Nota das centrais sindicais: O “tesouraço” de Flávio Bolsonaro ameaça empregos, renda e os serviços públicos

O estudo Cenários do Tesouraço: efeitos sobre a economia e o mercado de trabalho, elaborado pelo DIEESE a pedido das Centrais Sindicais, revela os graves riscos econômicos e sociais caso o candidato Flávio Bolsonaro assumisse a presidência da república do Brasil.
Sob o discurso de equilíbrio das contas públicas, o candidato propõe cortes de R$ 200 bilhões, que resultará em impactos diretos sobre o crescimento econômico, o emprego, a renda dos trabalhadores e a capacidade do Estado de garantir direitos e serviços públicos.
Embora Flávio Bolsonaro afirme que não cortará recursos das áreas sociais, atingir a magnitude de ajuste proposta, exigiria cortes nas maiores despesas, como transferências de renda e gastos com pessoal, além de mudanças constitucionais que poderiam afetar benefícios sociais, os pisos de saúde e educação, os investimentos e a valorização dos servidores públicos.
O estudo estima que o ajuste provocaria somente no primeiro ano:
– Redução de 1,55% no PIB;
– Eliminação de 2,2 milhões de postos de trabalho no primeiro ano;
– Queda de R$ 68,7 milhões da massa;
– Redução de R$ 46,8 bilhões de arrecadação tributária.
Esses resultados mostram que cortes dessa magnitude não atingem apenas o orçamento público: afetam a atividade econômica e reduzem a renda das famílias.
E ainda, o tesouraço não garantiria o objetivo fiscal anunciado, apesar do expressivo volume de cortes. Com a queda do PIB em -1,55%, retração da atividade econômica e do consumo, a queda da arrecadação consumiria cerca de 40% da economia bruta prevista com os cortes iniciais.
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