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Morre Benito Di Paula, voz de ‘Retalhos de cetim’ e ‘Charlie Brown’, aos 84 anos

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Foto: Reprodução

cantor, compositor e pianista Benito Di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho, artista e tratava um câncer havia cerca de um ano. A morte ocorreu em decorrência de complicações da doença.

A informação da morte de Benito foi confirmada pela equipe do cantor. As informações sobre o velório e o sepultamento ainda serão divulgadas.

Nascido em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, Benito ganhou projeção nacional nos anos 1970 ao combinar o samba com o piano e canções românticas. Autor de “Retalhos de Cetim” e “Charlie Brown”, construiu uma carreira de mais de cinco décadas, com sucessos como “Como dizia o mestre”, “Vai ficar na saudade” e “Tudo está no seu lugar”.

Benito começou a cantar em boates do Rio e de São Paulo, onde desenvolveu uma maneira de tocar piano que explorava o instrumento também como percussão. Mais tarde, esse estilo o acompanharia nas apresentações em programas de televisão, ao lado do visual de cabelos longos, casacas, anéis e colares.

O músico se apresentava como “sambeiro” e “pianeiro”. Embora seu trabalho tenha sido associado ao chamado “samba-joia”, ele não gostava do rótulo.

O primeiro álbum, “Benito Di Paula”, saiu em 1971. No ano seguinte, lançou “Ela”, com “Violão não se empresta a ninguém”. A projeção nacional ganhou força em 1973, quando “Retalhos de Cetim” se tornou um de seus maiores sucessos.

Vieram depois “Charlie Brown”, “Beleza que é você mulher”, “Bandeira do samba”, “Do jeito que a vida quer” e “Proteção às borboletas”, entre outras músicas que marcaram sua presença nas rádios e nos palcos.

Na década seguinte, Benito voltou a alcançar o público com “Ah! Como eu amei”, de 1981, e “Amigo do sol amigo da lua”, de 1984. Continuou lançando discos e se apresentando ao longo de uma trajetória de mais de cinco décadas.

Entre os trabalhos mais recentes estão “A felicidade é nossa” e “O Infalível Zen”, este com a participação do filho, o cantor e pianista Rodrigo Vellozo. Nos últimos anos, seu repertório também recebeu homenagens e novas interpretações.

Benito deixa um repertório que atravessou gerações e um jeito próprio de fazer samba. A partida do artista encerra uma trajetória de mais de cinco décadas, marcada por canções que conquistaram o público e seguem presentes na memória da música brasileira.

 

fonte: Agenda do Poder