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Bolsa Família sobe para R$ 691 em outubro; veja novos valores e como funciona o reajuste

Reajuste de 15,04% eleva o piso do Bolsa Família para R$ 691 em outubro; benefício médio estimado passa a R$ 777 e adicionais também aumentam.

Presidente Lula durante anúncio da atualização monetária do Bolsa Família no Palácio do Planalto
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante anúncio da atualização monetária do Bolsa Família, no Palácio do Planalto, em 17 de setembro de 2026. Foto: Ricardo Stuckert.

O Bolsa Família terá novos valores a partir de outubro de 2026. O piso garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691, após uma atualização de 15,04% definida pelo Governo Federal.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o benefício médio estimado passará de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores serão considerados na folha de outubro e estarão disponíveis aos beneficiários a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

O que muda no Bolsa Família

O reajuste foi estabelecido pelo Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026. A norma corrige os benefícios pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

  • Benefício de Renda de Cidadania: passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
  • Benefício Primeira Infância: passa de R$ 150 para R$ 173 por criança com idade entre zero e sete anos incompletos.
  • Benefício Variável Familiar: passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível, como gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes entre sete e 18 anos incompletos.
  • Benefício Complementar: garante que a soma das parcelas da família não fique abaixo de R$ 691.

O valor de R$ 691, portanto, é o mínimo garantido por família, e não um pagamento único igual para todos. O total recebido continua dependendo da composição familiar e dos benefícios adicionais a que cada família tem direito.

Quando o novo valor começa a ser pago

Os efeitos financeiros do decreto começam em outubro. De acordo com o MDS, os pagamentos com os novos valores serão disponibilizados a partir de 19 de outubro, seguindo o calendário regular do Bolsa Família.

O reajuste é a primeira atualização pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa, em 2023. A medida tem como referência a inflação acumulada pelo INPC no período definido pelo decreto.

STF reconhece validade da atualização

Em decisão de 18 de setembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu que a atualização dos valores constitui uma correção dos benefícios já existentes e integra o cumprimento de decisão anterior da Corte sobre renda básica.

O STF também registrou que a atualização feita pelo INPC, sem aumento real e sem mudança nos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários, não afronta as restrições eleitorais previstas na legislação.

Critérios para receber não foram ampliados

O decreto altera os valores dos benefícios, mas não cria uma nova modalidade de transferência nem amplia, por si só, o número de famílias atendidas. As regras de elegibilidade do Bolsa Família continuam sendo aplicadas conforme a legislação do programa e os dados registrados no Cadastro Único.

Beneficiários podem acompanhar valores, parcelas e datas pelos canais oficiais do Bolsa Família e da Caixa Econômica Federal.

Fontes: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social; Decreto nº 13.120/2026; Supremo Tribunal Federal.

Imagem: Ricardo Stuckert / Lula Oficial, via Wikimedia Commons. Licença CC BY-SA 4.0.