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O Brasil encerrou 2025 com 118.037 casos de malária adquiridos no território nacional, o menor total registrado desde 1978. O número representa queda de 15% em relação a 2024. As mortes também diminuíram: passaram de 56 para 39, recuo de 30%, segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (17), durante congresso de medicina tropical em Brasília.
A forma mais grave da doença teve redução de 30,7%. O ministério atribui o avanço a uma combinação de diagnóstico ampliado, oferta de testes, tratamento oportuno e incorporação da tafenoquina ao Sistema Único de Saúde. O medicamento começou a ser utilizado em 2024 para prevenir recaídas e tem a vantagem de ser administrado em dose única, o que pode favorecer a conclusão do tratamento indicado.
A tafenoquina foi incorporada inicialmente para pessoas a partir de 16 anos, com peso mínimo de 35 quilos. Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pacientes haviam recebido o medicamento, dos quais 3.920 estavam em Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Desde março, o SUS também dispõe de formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com pelo menos 10 quilos.
O território Yanomami concentra um dos resultados destacados pelo governo. Entre janeiro e julho, os casos caíram de aproximadamente 17 mil para 7,6 mil, redução de 55% sobre igual período do ano anterior. Entre março e junho, as recaídas diminuíram 61,9%. O Ministério da Saúde informou ainda queda superior a 70% nas mortes por malária nesse território, associando o resultado ao tratamento e à recuperação da assistência nutricional.
A malária é transmitida pela picada de mosquitos infectados e permanece concentrada principalmente na região amazônica. Febre, calafrios, suor intenso, dor de cabeça e fraqueza estão entre os sintomas mais frequentes. A confirmação depende de teste, e o tratamento deve seguir a prescrição dos serviços de saúde, porque a escolha do medicamento varia conforme a espécie do parasita e as condições da pessoa atendida.
A redução nacional não elimina a necessidade de vigilância. Comunidades indígenas, áreas rurais e localidades de difícil acesso continuam mais expostas às barreiras de diagnóstico e tratamento. O próximo desafio é sustentar a busca ativa, garantir estoques e acompanhar a adesão aos protocolos, para que a queda de casos e mortes se mantenha e alcance os territórios com maior incidência.
A prevenção inclui proteção contra mosquitos e procura rápida por atendimento diante de sintomas após permanência em área de transmissão. A demora no diagnóstico aumenta o risco de complicações e mantém a circulação do parasita.
Com informações da Agência Brasil