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EUA negam que missão ao Brasil buscasse interferir nas eleições

Departamento de Estado afirmou que funcionários viriam ao país para tratar de segurança eleitoral, mas negou intenção de interferência política.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia em Brasília
Imagem: Eraldo Peres/AP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que a visita de dois funcionários ao Brasil tivesse como objetivo interferir nas eleições de 2026. A missão estava relacionada a discussões sobre a segurança do sistema eleitoral, segundo a versão divulgada pelo governo norte-americano.

O episódio ganhou peso depois que o governo brasileiro negou os vistos solicitados e após declarações de aliados de Flávio Bolsonaro contra a confiabilidade das urnas.

Por que o caso importa

Uma visita oficial para tratar de eleições pode ser interpretada como cooperação técnica ou como pressão política, dependendo do contexto e da forma de atuação. Por isso, a transparência sobre agenda, interlocutores e objetivos é central.

O Brasil mantém auditorias e mecanismos próprios de fiscalização do processo eleitoral. Críticas estrangeiras não substituem a análise das instituições brasileiras nem comprovam irregularidades.

O caso também expõe como a segurança das urnas se tornou tema de disputa internacional na pré-campanha.

Com informações do UOL Notícias