Spray de pimenta não substitui política de proteção às mulheres, alerta promotora
Especialista considera paliativa a autorização para mulheres acima de 16 anos comprarem spray de pimenta para defesa pessoal.

A autorização para mulheres acima de 16 anos comprarem e portarem spray de pimenta como defesa pessoal não substitui uma política pública de segurança, segundo a promotora Celeste Leite dos Santos, do Ministério Público de São Paulo.
A especialista afirma que o uso do produto exige treinamento e pode criar uma falsa sensação de proteção. Para ela, o enfrentamento da violência depende de prevenção, atendimento rápido, rede de acolhimento e responsabilização dos agressores.
Medida individual e dever público
O debate ocorre após a aprovação de projeto que libera a comercialização do spray. A medida ainda precisa ser analisada sem transferir às mulheres a responsabilidade exclusiva por sua segurança.
Com informações da Agência Brasil