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“O que acontece na sala 2601?”: buscas no Google ligadas a Flávio Bolsonaro explodem nas redes

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O endereço fica no edifício Connect Towers e foi citado em uma reportagem publicada pelo portal ICL em setembro. Segundo a publicação, o local abriga a Bravo Grafeno, empresa que comercializa capacetes e viseiras e tem entre seus sócios Flávio Bolsonaro e o irmão dele, Carlos Bolsonaro.O mesmo endereço também foi apontado como sede de 16 empresas relacionadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, investigado por suspeita de participação no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.A coincidência de endereços, por si só, não comprova irregularidades ou vínculos operacionais entre todas as empresas instaladas no local. O caso, porém, ganhou dimensão política diante de outras apurações que envolvem o senador e o advogado Willer Tomaz.Investigação do INSS apura descontos de até R$ 6,3 bilhões A Operação Sem Desconto investiga um esquema de cobranças associativas não autorizadas que pode ter provocado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas. A Polícia Federal apura a participação de entidades, intermediários e possíveis conexões com agentes públicos.Nesse contexto, a relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz passou a ser examinada a partir de documentos e registros financeiros. Segundo reportagem do UOL, e-mails obtidos pela Polícia Federal indicam que os dois compartilhavam uma conta bancária no Santander. Ambos negam essa relação nos termos apresentados.Tomaz é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro supostamente desviado de aposentadorias e relacionado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).A investigação também examinou viagens de Flávio e familiares em jatos executivos cujos deslocamentos teriam sido pagos por empresas ligadas ao advogado. De acordo com informações, empresas de Tomaz no exterior custearam viagens em 2024 e 2025. O advogado afirmou que os passageiros viajaram como convidados.Mesmo contador aparece em empresas ligadas ao senador Outro ponto levantado nas reportagens diz respeito à contabilidade de empresas relacionadas ao senador e a pessoas investigadas no caso do INSS.Alexandre Caetano dos Reis, da Voga Serviços Contábeis, aparece como contador da Bravo Grafeno e do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro. A administração do escritório também envolve familiares do contador.O compartilhamento de um prestador de serviços contábeis pode servir como elemento para aprofundar verificações sobre relações empresariais, mas não constitui, isoladamente, prova de participação em fraudes.A apuração sobre a sala 2601 reúne, assim, diferentes questões: a presença de empresas no mesmo endereço, as relações societárias e contábeis e as suspeitas investigadas pela Polícia Federal.Defesa de Flávio nega irregularidades A defesa do senador nega irregularidades e afirma que as acusações têm motivação eleitoral. Em manifestação divulgada por sua assessoria, Flávio contestou a informação de que teria mantido uma conta bancária com Willer Tomaz como usuário principal.A nota afirma que o senador “nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas” e classifica as acusações como tentativas de disseminar “fake news” durante o período eleitoral.A defesa também argumenta que o compartilhamento do endereço comercial pode ser explicado pelo modelo de coworking, no qual diferentes empresas utilizam salas e estruturas de um mesmo edifício.

Asala 2601 de um edifício comercial em Águas Claras, no Distrito Federal, passou a ganhar destaque nas redes sociais em meio à disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A repercussão ocorre após reportagens apontarem que o endereço reúne empresas ligadas ao senador e a pessoas investigadas no esquema de descontos associativos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A pergunta “o que acontece na sala 2601?” ganhou força nas buscas na internet nesta quinta-feira (22), impulsionada por publicações de apoiadores de Lula. A mobilização procura chamar a atenção para as conexões empresariais e financeiras atribuídas a Flávio e a investigados no caso do INSS.

O endereço fica no edifício Connect Towers e foi citado em uma reportagem publicada pelo portal ICL em setembro. Segundo a publicação, o local abriga a Bravo Grafeno, empresa que comercializa capacetes e viseiras e tem entre seus sócios Flávio Bolsonaro e o irmão dele, Carlos Bolsonaro.

O mesmo endereço também foi apontado como sede de 16 empresas relacionadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, investigado por suspeita de participação no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

A coincidência de endereços, por si só, não comprova irregularidades ou vínculos operacionais entre todas as empresas instaladas no local. O caso, porém, ganhou dimensão política diante de outras apurações que envolvem o senador e o advogado Willer Tomaz.

Investigação do INSS apura descontos de até R$ 6,3 bilhões

A Operação Sem Desconto investiga um esquema de cobranças associativas não autorizadas que pode ter provocado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas. A Polícia Federal apura a participação de entidades, intermediários e possíveis conexões com agentes públicos.

Nesse contexto, a relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz passou a ser examinada a partir de documentos e registros financeiros. Segundo reportagem do UOL, e-mails obtidos pela Polícia Federal indicam que os dois compartilhavam uma conta bancária no Santander. Ambos negam essa relação nos termos apresentados.

Tomaz é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro supostamente desviado de aposentadorias e relacionado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).

A investigação também examinou viagens de Flávio e familiares em jatos executivos cujos deslocamentos teriam sido pagos por empresas ligadas ao advogado. De acordo com informações, empresas de Tomaz no exterior custearam viagens em 2024 e 2025. O advogado afirmou que os passageiros viajaram como convidados.

Mesmo contador aparece em empresas ligadas ao senador

Outro ponto levantado nas reportagens diz respeito à contabilidade de empresas relacionadas ao senador e a pessoas investigadas no caso do INSS.

Alexandre Caetano dos Reis, da Voga Serviços Contábeis, aparece como contador da Bravo Grafeno e do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro. A administração do escritório também envolve familiares do contador.

O compartilhamento de um prestador de serviços contábeis pode servir como elemento para aprofundar verificações sobre relações empresariais, mas não constitui, isoladamente, prova de participação em fraudes.

A apuração sobre a sala 2601 reúne, assim, diferentes questões: a presença de empresas no mesmo endereço, as relações societárias e contábeis e as suspeitas investigadas pela Polícia Federal.

Defesa de Flávio nega irregularidades

A defesa do senador nega irregularidades e afirma que as acusações têm motivação eleitoral. Em manifestação divulgada por sua assessoria, Flávio contestou a informação de que teria mantido uma conta bancária com Willer Tomaz como usuário principal.

A nota afirma que o senador “nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas” e classifica as acusações como tentativas de disseminar “fake news” durante o período eleitoral.

A defesa também argumenta que o compartilhamento do endereço comercial pode ser explicado pelo modelo de coworking, no qual diferentes empresas utilizam salas e estruturas de um mesmo edifício.

fonte: Revista Fórum