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Jerônimo Gonçalves coloca cultura popular do Cariri no centro de sua candidatura à Assembleia

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Nascido na zona rural de Barbalha, no Cariri cearense, o professor e candidato a deputado estadual Jerônimo Gonçalves (PSOL), número 50100, apresenta uma candidatura marcada pela defesa da cultura popular, da educação, das comunidades e da participação social. Professor de ensino médio ele disputa pela primeira vez uma eleição para deputado estadual.

A relação do candidato com a cultura do Cariri também aparece em sua trajetória como integrante do Narradores Cariri, coletivo dedicado à narração oral, à pesquisa da memória e das histórias das comunidades da região. O grupo está registrado no Mapa de Políticas Públicas do Ceará nas áreas de cultura popular, educação, gestão cultural, história, leitura, literatura, patrimônio imaterial e pesquisa.

Para Jerônimo, a cultura deve ser tratada como uma política pública permanente e não apenas como atividade ligada a grandes eventos. Entre as ideias apresentadas em sua plataforma estão o investimento na cultura e na arte, a valorização de artistas, mestres e mestras da cultura popular e a ampliação do acesso às manifestações culturais nos diferentes territórios do Ceará.

A experiência com os Narradores Cariri reforça uma visão de cultura ligada à memória e à identidade dos povos do território. O coletivo trabalha com histórias, narrativas orais e experiências das comunidades, buscando fortalecer o sentimento de pertencimento e preservar conhecimentos transmitidos entre gerações.

Essa perspectiva ganha importância em uma região como o Cariri, marcada por uma forte diversidade de manifestações populares, tradições religiosas, grupos culturais, mestres da oralidade, artistas e comunidades que mantêm práticas culturais próprias.

Na proposta de Jerônimo, a política cultural deve chegar também às comunidades e aos territórios periféricos e rurais, garantindo condições para que grupos e produtores culturais possam desenvolver seus projetos.

O próprio candidato apresenta sua trajetória como construída fora dos espaços tradicionais da política, citando experiências em comunidades, escolas, associações, conselhos municipais e movimentos populares. Ele também atuou  como conselheiro tutelar, conselheiro municipal de Saúde e de Educação e Cultura, além de ter presidido a União das Associações de Barbalha (UNAB)