Fim da escala 6×1 entra no centro do debate eleitoral de 2026
A redução da jornada e o fim da escala 6x1 ganharam espaço no debate eleitoral após avanço de proposta no Congresso.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal sem corte de salários ganhou espaço no debate eleitoral de 2026. A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, prevê jornada máxima de 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado. O texto aguarda votação no plenário do Senado.
Pesquisas realizadas em 2026 indicam apoio majoritário da população à mudança: levantamento Nexus apontou 73% de apoio ao fim da escala 6×1 sem redução salarial, enquanto pesquisa Genial/Quaest registrou 68% favoráveis.
O tema também passou a dividir governo e oposição. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que uma articulação liderada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) contribuiu para que a proposta não fosse votada no plenário logo após passar pela CCJ. Flávio Bolsonaro, por sua vez, já apresentou como alternativa mudanças na legislação para permitir formas de remuneração por hora, preservando direitos trabalhistas proporcionais.
Defensores da redução argumentam que dois dias de descanso ampliariam o tempo destinado à família, estudos, lazer e cuidados pessoais. Setores empresariais e parlamentares contrários ou críticos à PEC apontam preocupações com custos, produtividade e liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores. Estudos divulgados pelo Cesit/Unicamp e citados pela CUT sustentam que uma redução da jornada poderia criar empregos e elevar a produtividade, embora essas estimativas dependam das premissas econômicas adotadas.
Com informações do Leia Sempre Brasil