
Crédito: Agência Senado I Reprodução/Redes Sociais
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o escândalo envolvendo o advogado Willer Tomaz prejudicará a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. “É mais um escândalo, que vai chegar diretamente nesse candidato a presidente da República, que eu tenho certeza, é o filho mais corrupto de Jair Bolsonaro”, disse o petista na rede social X em referência à nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4). A operação investiga descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo em 3 de abril deste ano, Flávio Bolsonaro fez pelo menos duas viagens com sua família no ano de 2025 em jatinhos emprestados por empresários. Uma das viagens foi na primeira hora do dia 1º de maio de 2025, com destino à Flórida (EUA), na companhia de sua esposa e de Willer Tomaz.
O filho de Jair Bolsonaro também chegou a se referir ao advogado como “meu amigo”, em 2021, durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid.
Policiais federais saíram às ruas nesta terça (4) para cumprir 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Em nota, o advogado negou irregularidades, conforme o Portal G1.
“Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal”, destaca um trecho do texto .
“O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”, complementou.
Escândalos
O presidenciável do PL teve o seu nome envolvido em outros escândalos. Em 25 de maio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que o senador se reuniu com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em busca de recursos para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar atualmente, após ser condenado pelo STF a 27 anos de prisão na investigação da trama golpista.
O senador do PL também passou a enfrentar questionamentos sobre a compra de uma mansão no Distrito Federal, registrada em nome de José Vicente Santini, coordenador de sua pré-campanha. A transação envolveu o pagamento de R$ 4 milhões de entrada e um financiamento de R$ 10,5 milhões concedido pelo Banco de Brasília. A instituição aparece no contexto da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras estimadas em R$ 12 bilhões e relacionadas ao Banco Master.
Outro episódio que ganhou repercussão envolve uma propriedade avaliada em cerca de R$ 10 milhões em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. O atacante Richarlison afirmou ter pago pelo imóvel, escreveu em uma publicação que “simplesmente me tomaram” e marcou Flávio Bolsonaro na postagem.
fonte: Brasil247